Biohacking: funciona ou não passa de uma "picaretagem"?

Especialista consultado pela Encontro desconhece a prática, e diz que não existe milagre para mudar o metabolismo do ser humano

por Vinícius Andrade 12/05/2015 08:47

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(foto: Pixabay)
Você já ouviu falar em biohacking? Não se trata dos famosos hackers da informática, mas, uma forma de "burlar" o organismo para que funcione melhor e do seu jeito. Novas fórmulas, técnicas, aplicativos, alimentos e suplementos prometem torná-lo mais produtivo, concentrado e menos estressado. O termo é novo e vem ganhando força na internet, principalmente nos blogs e nas redes sociais. Porém, antes de querer se tornar um "super-humano", procure um médico e não faça nenhuma loucura sem consultar um especialista.

Não existem métodos ou fórmulas definidas pelo biohacking. Quem adere a essa prática busca alternativas pouco tradicionais para melhorar o desempenho físico e mental. Alguns brasileiros se espelham no biohacker norte-americano Dave Asprey, criador do Bulletproof Cofee, um café especial misturado com manteiga sem sal. Alguns adeptos optam por uma dieta com muita gordura e pouco teor de proteína e carboidrato. O importante é se sentir mais energizado e saudável.

Segundo o endocrinologista Márcio Lauría, que admite não conhecer o termo, a recomendação para qualquer tipo de método que visa melhorar o metabolismo é que deve ser duradouro. "Precisa ser algo que possa ter continuidade. Quando é muito radical e complexo de ser feito, as pessoas se empolgam em um curto espaço de tempo, mas, depois, se cansam. Se não tem continuidade, o benefício é muito restrito", afirma o especialista.

Márcio desconfia de algumas tendências lançadas na internet e que ainda não receberam o aval científico da Medicina. "Se fosse algo com impacto e capaz de mudar nossa conduta, a gente já teria visto por meio de um site de uma sociedade ou em congressos que a gente participa frequentemente, além das revistas de qualidade que sempre monitoramos. O biohacking não aparece nessas publicações. Então, acabamos achando que é mais uma 'picaretagem' igual a milhões que existem por aí", polemiza o endocrinologista.

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