Brasil vai testar medicamento que previne a Aids

O estudo está sendo conduzido pela Fiocruz e será feito simultaneamente na África do Sul, nos Estados Unidos e no Malawi

18/05/2015 12:27

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Pixabay
A expectativa é que o remédio que está sendo testado para prevenir a Aids faça efeito ao longo prazo, ou seja, precisará ser consumido regularmente, tal qual um anticoncepcional (foto: Pixabay)
O laboratório de pesquisa clínica em doenças sexualmente transmissíveis e AIDS do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz), está conduzindo um estudo clínico com medicamento totalmente novo para prevenção da doença causada pelo HIV. A droga, conhecida como GSK1265744, já mostrou resultados positivos em testes conduzidos para tratamento da AIDS, e, agora, terá seu potencial testado como parte da estratégia de prevenção da infecção pelo vírus. A pesquisa será realizada simultaneamente na África do Sul, no Brasil, nos EUA e no Malawi.

Estratégias de prevenção

Atualmente, estudos como o de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) já demonstraram que é possível obter 100% de proteção contra a infecção ao longo do tempo, mas, para tal, é necessária a ingestão diária de um antirretroviral. "Costumamos fazer uma analogia com os anticoncepcionais. Existem alternativas das mais diversas, desde o comprimido diário, até o DIU, passando por injeções trimestrais, a camisinha, enfim. Queremos que exista essa mesma diversidade nas estratégias de prevenção do HIV/AIDS. Assim cada pessoa escolherá o que melhor se adapta à rotina dela", pondera Beatriz Grinsztejn, coordenadora do laboratório e pesquisadora líder do estudo.

A Rede de Testes de Prevenção do HIV é uma organização colaborativa mundial que realiza estudos clínicos da segurança e eficácia de estratégias de prevenção do HIV financiada pelo governo americano. "O Brasil participa de pesquisas de ponta no tratamento e prevenção da AIDS, mas sempre em fases mais adiantadas. Neste caso, que envolve um estudo em seus primeiros estágios, estamos no momento privilegiado, do estado da arte em que se gera mais conhecimento, se faz ciência. Lutamos que estudos assim sejam feitos com a população brasileira, pois assim teremos resultados que respondam à nossa diversidade genética, à nossa realidade. Desta forma teremos um conhecimento melhor do manuseio do produto, reações adversas, etc., e podemos conduzir melhor as fases posteriores da investigação", conclui a pesquisadora.

(com Agência Fiocruz)

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