Segundo SPC Brasil, 45,3 milhões de brasileiros já compraram produtos piratas

Preço mais baixo é justificativa para 59% dos consumidores, de acordo com a pesquisa. Além disso, praticamente metade dos usuários de produtos não originais esconde a compra

19/05/2015 13:23

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Pixabay
Os tênis da Nike são os produtos piratas mais consumidos, segundo a pesquisa do SPC Brasil (foto: Pixabay)
Esbanjar uma camisa ou celular com marca famosa é um hábito antigo de pessoas de todas as classes sociais e idades, especialmente os jovens. Porém, quando o produto é falsificado ou uma réplica, a satisfação pode dar lugar ao constrangimento. É o que mostra um estudo inédito realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que buscou entender como funciona o mercado de réplicas e falsificações no Brasil e os motivos que levam o consumidor a esse tipo de compra.

A pesquisa do SPC Brasil revela que 69% dos brasileiros já compraram produtos não originais, principalmente roupas (39%), calçados (22%) e eletrônicos (17%). Em números absolutos, isso representa que 45,3 milhões de pessoas já adquiriram réplicas ou produtos falsificados. Os itens mais comercializados são roupas, acessórios e calçados, e o público que mais compra é jovem, pertence à classe C e possui menor escolaridade.

Foi identificado na pesquisa que praticamente metade (49%) dos usuários de produtos não originais ou piratas esconde a realidade da compra – principalmente pessoas com até 55 anos, pertencentes à classe C e de menor escolaridade. Desses, 24% ficariam muito constrangidas caso alguém descobrisse.

SPC Brasil
(foto: SPC Brasil)


De acordo com os dados levantados, a principal justificativa para a compra de piratas é o preço mais baixo. Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o valor bem inferior ao de um produto original é o que facilita o acesso de pessoas com ao universo do luxo. A pesquisa revela: oito em cada dez consumidores de falsificados ou réplicas (83%) comprariam os produtos originais, se pudessem.

"Para quem tem recursos financeiros inferiores aos valores dos produtos de luxo, a compra de falsificados é um dos mecanismos encontrados para inserir-se no mercado de marcas famosas", diz a especialista. "A compra expressa o desejo de adquirir status, diferenciar-se dos outros, e sentir-se como parte de um grupo 'exclusivo' de pessoas", explica a economista.

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(foto: SPC Brasil)


Metodologia

A pesquisa foi realizada nas 27 capitais brasileiras, com 945 pessoas de idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, das classes A, B e C e com renda própria. O estudo foif eito via web e pós-ponderada, entre os dias 23 de fevereiro e 3 de março de 2015.

(com assessoria SPC Brasil)

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