Reitor da UFMG diz que o combate às drogas já está na pauta da universidade

Segundo Jaime Ramírez, além do convênio com a PM, a Polícia Civil e a Federal também participarão das ações preventivas; medidas de controle de acesso ao campus já estão em estudo

20/05/2015 17:14

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Beto Novaes/EM/D.A Press
O prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Fafich, é o principal alvo das ações contra o uso de drogas no campus da UFMG (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
O compartilhamento de ações entre as Polícias Militar, Civil e Federal, bem como a revitalização dos prédios e a responsabilização dos estudantes pelo uso dos espaços foram as soluções propostas para inibir o uso e o tráfico de drogas no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso foi apresentando em reunião da comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o deputado Sargento Rodrigues (PDT), autor do requerimento para a reunião, o tráfico e o uso de substâncias ilícitas, especialmente no prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), está relacionado a outros eventos no local, como arrombamentos de salas de aula, assédio sexual e furtos.

"A universidade não é uma embaixada intocável, onde as pessoas podem cometer crimes livremente", diz o parlamentar. Para ele, a legislação considera um agravante o tráfico de drogas dentro de instituições de ensino. "Não são apenas pessoas de fora, mas também estudantes que participam, tanto como usuários quanto como traficantes", completa Sargento Rodrigues.

O reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, concorda com o parlamentar. "Defendemos a universidade como espaço livre para o desenvolvimento de ideias. A reitoria não compartilha com o ideal de que seria um espaço livre das leis", afirma o professor. O reitor diz ter conhecimento dos fatos e que já estão sendo tomadas providências para resolver o problema.

Entre as providências, Jaime destaca o uso do espaço do diretório acadêmico da Fafich, que está desativado e será revitalizado. A medida, segundo ele, foi adotada com a concordância dos estudantes. Outra decisão foi o aumento da segurança no prédio da faculdade, que teria sido incrementada desde outubro de 2014. Ramírez destaca, ainda, o convênio com a Polícia Militar, que desde 1994 promove policiamento, principalmente com sua cavalaria, no Campus Pampulha. "Conseguimos o aumento do efetivo e a extensão das atividades para a noite, até as 22 horas", diz o reitor.

O aumento do controle para acesso a alguns prédios, com a necessidade de apresentação de documento com foto, também é citado por Jaime Ramírez, mas ele lembra que o prédio da Fafich é vazado por todos os lados e seria impossível, sem uma ampla reforma, fechar todas as entradas. O professor diz ainda que os espaços em que estão instalados os diretórios e os centros acadêmicos são cedidos aos estudantes, e que é preciso começar a responsabilizá-los pelo que acontece nesses locais.

(com Assessoria da ALMG)

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