Pesquisadores americanos dizem estar perto de criar o "sangue perfeito"

A nova técnica promete transformar qualquer tipo sanguíneo em universal. Isso porque os sangues deixariam de ter o açúcar que os tipifica. Entenda

por Marcelo Fraga 21/05/2015 13:05

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Pesquisa americana quer transformar todo sangue humano no tipo O, ou seja, que pode ser transplantado em qualquer pessoa (foto: Pixabay)
O problema da falta de doadores e da incompatibilidade de sangue nas transfusões pode estar perto do fim. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de British Columbia, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram uma técnica que promete transformar sangues do tipo A, B e AB no tipo O. A pesquisa pode revolucionar a ciência, uma vez que o sangue O é universal, ou seja, pode ser recebido por qualquer pessoa.

O que difere um sangue do outro é uma molécula de açúcar presente nos tipos A, B e AB, e que está ausente no tipo O. Pode parecer sutil, mas essa camada de carboidrato é entendida pelo organismo como uma ameaça, caso a pessoa receba sangue diferente do seu. A pesquisa dos cientistas americanos chegou ao desenvolvimento de uma enzima capaz de quebrar a molécula de açúcar, resolvendo, parcialmente, o problema da incompatibilidade.

O próximo passo a ser dado pelos pesquisadores da British Columbia é tornar a enzima mais potente, fazendo com que o sangue alterado fique idêntico ao tipo O – eliminando, assim, qualquer possibilidade de rejeição pelo organismo.

Avanço

A hematologista Suely Rezende, do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, diz que a descoberta dos norte-americanos é um grande avanço para a Medicina: "Atualmente, além do problema da escassez nos bancos de sangue, é necessária uma análise profunda do material antes das transfusões, o que atrasa em muito os procedimentos de urgência, como algumas cirurgias. Se for resolvido o problema da compatibilidade, o atendimento será muito mais rápido, com maior chance de salvar a vida dos pacientes".

No entanto, a especialista ressalta que a nova técnica deve demorar para ser inserida na rotina médica. Segundo ela, a pesquisa ainda será aprimorada e, posteriormente, passará por uma fase de testes, primeiramente em animais, para que o 'novo sangue' possa ser aplicado no organismo humano.

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