Sabia que dá para reverter a vasectomia?

Porém, como explica o especialista, quanto mais tarde é feito o procedimento, menores as chances de se recuperar a fertilidade

por Da redação com assessorias 02/06/2015 14:17

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Das 500 mil vasectomias realizadas anualmente em todo o mundo, cerca de 10% dos homens acabam se arrependendo, e buscam a reversão (foto: Pixabay)
A vasectomia é um método contraceptivo simples, eficaz e muito utilizado no mundo inteiro. Anualmente, cerca de 500 mil homens de várias partes do mundo optam por essa cirurgia para não ter mais filhos. Entretanto, entre 25 mil e 50 mil homens acabam mudando de ideia depois, devido às circunstâncias – como um novo casamento, por exemplo. Embora acreditem que, assim como a laqueadura (ligadura das trompas), o procedimento é definitivo, grande parte deles têm uma nova chance ao procurar ajuda especializada.

"Quando bem indicada, é possível realizar a vasovasostomia, que é a reversão da vasectomia. Trata-se de um procedimento muito utilizado para restaurar a fertilidade masculina", diz Aguinaldo Nardi, especialista em Medicina Reprodutiva do Fertility Medical Group.

Nardi afirma que o procedimento implica na reconexão dos ductos deferentes de cada um dos testículos que foram bloqueados. Quanto mais cedo o paciente se arrepender, maiores serão as chances de conseguir engravidar a parceira. "Quando a vasovasostomia acontece até três anos depois de realizada a vasectomia, as chances de sucesso são de 97%. Já quem resolveu reverter dez anos depois, o procedimento é bem-sucedido em 79% dos casos. Ou seja, oito em cada dez homens conseguem voltar atrás", comenta o especialista.

O médico chama atenção que nem sempre o esforço vale a pena, porque vai depender também da idade da parceira. "Como a fertilidade feminina sofre uma queda relevante depois dos 35 anos, é importante avaliar as chances reais desse casal ter um bebê de forma natural, ou seja, com tentativas regulares durante um ano. Em geral, a vasovasostomia consegue restaurar a produção de espermatozoides em 90% dos casos, com taxas de gravidez de até 60%. Mas, em determinadas situações, o mais indicado é recorrer à fertilização in vitro", completa Aguinaldo Nardi.

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