Será que a internet via rede elétrica sairá do papel?

Modem criado por pesquisadores da UFJF pode ser a opção para que o Brasil passe a ter esse tecnologia que existe há tempos na Europa

por Vinícius Andrade 03/06/2015 17:48

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Pixabay
(foto: Pixabay)
Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão empenhados em viabilizar um sistema que permite o acesso à internet via rede elétrica. O sistema, que já é comum na Europa e nos Estados Unidos, ainda não foi colocado em prática no Brasil. Para isso, os mineiros criaram um modem PLC (Power Line Communication), que foi reconhecido numa premiação que destaca as soluções mais inovadoras do estado. O protótipo já está pronto. Resta, agora, conseguir investidores para colocar o produto no mercado.

O desenvolvimento da nova tecnologia iniciou-se em 2008 e recebeu o apoio do Programa de Incentivo à Inovação. O sistema permite que os usuários tenham acesso à internet por meio de um aparelho que fica instalado no poste, do lado de fora das casas, e de um modem, que, ao ser acoplado em uma tomada, transforma o sinal decodificado em conexão banda larga.

"Funciona mais ou menos como uma TV a cabo. A empresa que fornece o serviço de internet libera o sinal para a rede de energia elétrica. Esse sinal passa pelos fios até a casa do usuário. Lá, ele vai precisar de um aparelho, ligado a qualquer tomada da casa, que permite o acesso à internet em alta velocidade", explica Moises Vidal Ribeiro, pesquisador que desenvolveu o modem.

Nelson Flores/Arquivo/Encontro
Clique para ampliar e entender o funcionamento da internet via rede elétrica (ou BPL), que já é usada na Europa e nos Estados Unidos (foto: Nelson Flores/Arquivo/Encontro)


Qualidade maior

A internet está cada vez mais presente na vida dos brasileiros, mas, a qualidade do sinal ainda é um obstáculo para muitos usuários. Segundo Moises, que também é professor de engenharia elétrica na UFJF, a internet via rede elétrica teria maior eficiência. "Conseguiríamos facilmente uma velocidade de 20 Mbps [megabits por segundo] por segundo, que já seria melhor que a velocidade convencional média brasileira, que varia entre 5 a 10 Mbps, e, dependendo da região, pode ser ainda menor", conta o pesquisador.

Entraves

O protótipo do modem já está pronto, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já regulamentou o serviço de internet banda-larga via rede elétrica, mas ainda não existem investidores ou prestadores desse tipo de serviço no Brasil.

Segundo Moises, a Cemig estaria disponível para ceder a infraestrutura, mas não existe a intenção de bancar os custos da tecnologia. Conforme o pesquisador, o valor para industrializar o projeto pode chegar a R$ 5 milhões. Ele lembra ainda que esse custo está compatível com o mercado.

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