Enviado americano diz que Brasil é exemplo da causa gay

Após conversar com entidades que lutam pelos direitos LGBTI e participar da Parada Gay em São Paulo, o representante do governo americano se diz surpreso com o trabalho feito em nosso país

10/06/2015 18:16

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Paulo Pinto/Fotos Públicas/Divulgação
"Foi provavelmente a maior multidão que já vi, e achei que tinha uma energia incrível", diz o representante do governo americano, sobre a Parada gay em São Paulo (foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas/Divulgação)
O Brasil tem vários exemplos positivos e inspiradores na garantia de direitos da população de Lésbicas, Gays, Bisexuais, Transexuais e Indefinidos (LGBTI). Essa é a opinião de Randy Berry, enviado especial do Departamento de Estado dos Estados Unidos para os Direitos Humanos das Pessoas LGBTI.

Berry elogiou os serviços prestados por entidades em São Paulo na área de educação e oportunidades de emprego a membros da comunidade que sofreram violência e discriminação.

Porém, segundo ele, os desafios brasileiros também são muito parecidos com os dos Estados Unidos. "Acho que todos os países ainda têm muito que evoluir nessa questão. O mesmo vale para os Estados Unidos. Lá, por exemplo, o número de casos de violência contra membros da comunidade transexual também é significativamente maior do que contra outros membros da comunidade", comentou Berry, que aposta na educação como solução para o problema.

A criminalização da homofobia não é, segundo ele, a melhor opção. "A experiência norte-americana em estratégias legais têm sido no sentido de criminalizar ações de ódio, discursos de apologia à violência. A liberdade de expressão também é um direito muito caro para nós, então achamos que educação é a chave para o problema. Ainda temos homofobia, mas acho que é parte de um processo de melhoria em qualquer país".

Em São Paulo, ele conheceu e ouviu relatos de organizações em prol da causa e dos Direitos Humanos, e participou da Parada Gay. "Nunca vivi nada igual. Foi provavelmente a maior multidão que já vi, e achei que tinha uma energia incrível", comenta o representante do governo americano.

Berry não viu a performance da transexual seminua presa a um crucifixo durante a parada, que gerou polêmica nas redes sociais, mas defende que aqui, como em seu país, as pessoas tenham o direito de se expressarem. "Contanto que não promovam a violência, e não prejudiquem ninguém", comenta.

(com Agência Brasil)

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