Reunião sobre maioridade penal é suspensa devido a protestos

Presidente da Câmara dos Deputados diz que proposta será votada no dia 30 de junho

10/06/2015 18:42

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Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados/Divulgação
Os ânimos dos representantes das entidades estudantis se exaltaram quando deputados pediram silêncio na reunião sobre a maioridade penal (foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados/Divulgação)
A sessão da comissão especial que analisa a redução da maioridade penal foi suspensa devido à manifestação de estudantes de União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) contra a proposta (PEC 171/93).

O presidente da comissão especial que analisa a proposta, deputado Andre Moura (PSC-SE), pediu que a segurança legislativa retire os manifestantes da sala, houve bate-boca e empurrões, inclusive envolvendo parlamentares.

A segurança tem dificuldades de retirar manifestantes, que gritam palavras de ordem contra os parlamentares.

A confusão começou quando o deputado Vitor Valim (PMDB-CE) reclamou das vaias dos manifestantes, que ocuparam os lugares dos deputados.

A segurança lançou gás de pimenta contra os manifestantes, atingindo a todos dentro do plenário, inclusive parlamentares, jornalistas, assessores e todos os presentes, inclusive nos corredores das comissões. Pelo menos um dos atingidos foi levado para atendimento médico.

Votação fechada

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que, a partir de agora, vai fechar o acesso do público tanto do plenário da casa quanto da comissão especial quando houver a votação da proposta que reduz a maioridade penal (PEC 171/93).

"É inadmissível, uma bagunça, eu vi parlamentares sendo agredidos", diz Cunha, referindo-se aos protestos que se verificaram hoje durante a apresentação do parecer do relator da PEC na comissão especial, deputado Laerte Bessa (PR-DF). Um pedido de vista adiou a votação da proposta no colegiado para a próxima quarta-feira (17).

Questionado se não houve abuso por parte da segurança legislativa na contenção dos manifestantes, Cunha afirmou que “quem eventualmente cometeu excesso será punido, mas a segurança tem autonomia para defender os parlamentares”.

(com Agência Câmara)

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