Nordeste e sudeste não estão livres da crise hídrica, diz meteorologista

Essas duas regiões, as mais populosas do Brasil, abrigam quase 70% da população, e sofrem desde o ano passado com a falta de água

11/06/2015 18:38

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Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de Vargem/Divulgação
Os reservatórios do sistema Cantareira, em São Paulo, são os mais prejudicados pela crise hídrica que atinge a região sudeste do Brasil (foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de Vargem/Divulgação)
A crise hídrica no sudeste e no nordeste ainda não terminou, e os reservatórios de água das duas regiões, tanto para abastecimento humano como para geração de energia elétrica, poderão entrar em colapso, no próximo ano, caso a estação chuvosa do verão fique abaixo da média histórica.

O alerta foi feito na terça-feira, dia 9 de junho, na Câmara dos Deputados, pelo meteorologista Carlos Nobre, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e atualmente presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em audiência pública promovida pela comissão especial que analisa a crise hídrica.

O nordeste e o sudeste são as duas regiões mais populosas do país, abrigando quase 70% da população brasileira. Desde 2012, os estados nordestinos convivem com a seca mais severa das últimas décadas. Já os estados do sudeste passaram a enfrentar o problema a partir de janeiro do ano passado, que atingiu mais severamente a região metropolitana de São Paulo.

Medidas urgentes

De acordo com Carlos Nobre, a meteorologia não tem como prever com tanta antecedência como será a próxima estação chuvosa nas duas regiões. A dificuldade obriga a adoção de medidas urgentes, principalmente para economizar água. "Temos que trabalhar com essa incerteza. A prudência e o princípio da precaução recomendam a máxima economia de água", diz o especialista.

Segundo o presidente da Capes, das regiões metropolitanas do sudeste, a do Rio de Janeiro é a que menos atentou para a necessidade de economizar água. Ele lembra que a capital fluminense vai sediar as Olimpíadas de 2016, em agosto, período mais seco na cidade.

Caso as chuvas fiquem abaixo da média, e a cidade não adote medidas adicionais, poderá haver problemas durante os jogos. "Parece-me que o Rio de Janeiro ainda não se deu conta da gravidade desse problema", afirma Nobre.

(com Agência Câmara)

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