Anvisa admite falhas no controle dos efeitos colaterais dos anticoncepcionais

Segundo o representante da agência, que participou de uma audiência na Câmara, o sistema atual acaba desmerecendo o número de ocorrências de problemas adversos oriundos do medicamento contraceptivo

16/06/2015 09:52

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Hormonalharmony.co.uk/Reprodução
Segundo o representante da Anvisa, o registro de muitos efeitos colaterais dos anticoncepcionais acaba passando despercebido pela agência (foto: Hormonalharmony.co.uk/Reprodução)
Durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o superintendente substituto de Fiscalização, Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniel Roberto Coradi de Freitas, admite que existem falhas no sistema de controle dos efeitos adversos dos anticoncepcionais.

Na reunião solicitada para discutir os efeitos nocivos do uso de anticoncepcionais hormonais, a representante do Coletivo Vítimas de Anticoncepcionais – Unidas a Favor da Vida, Carla Simone da Silva,  afirma que a comunidade criada no Facebook conta atualmente com mais de 50 mil seguidores, dando visibilidade ao problema.

Para ela, que sofreu três acidentes vasculares cerebrais por causa do uso de anticoncepcionais, uma das causas do problema com esse tipo de medicamento é a ausência de fiscalização por parte dos agentes governamentais e a prescrição indiscriminada por parte dos médicos. "A falta de informação sobre outros métodos contraceptivos. Uma venda indiscriminada e um receituário indiscriminado dos métodos hormonais. Só se fala dos benefícios, não se fala dos riscos", diz a ativista.

Sistema de notificação

O representante da Anvisa conta que há falhas também no sistema de notificação da agência, o que leva a uma subnotificação elevada. Ele informa que a Anvisa está trabalhando para aperfeiçoar os sistemas fundamentais no controle dos efeitos colaterais de medicamentos. "São dois mecanismos de controle, tanto a fiscalização dos laboratórios para garantir a qualidade do produto como o monitoramento dos eventos adversos, e é justamente esse ponto de monitoramento dos eventos adversos que, é claro, a agência precisa melhorar muito o seu papel", comenta Daniel Freitas.

Para a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), é preciso alertar as mulheres para os perigos dos hormônios e orientar os médicos a prescreverem esse medicamento de forma segura. "A gente não quer que as pessoas se afastem do anticoncepcional, mas a gente quer que as pessoas tenham outras informações de outros modos contraceptivos que também são muito eficazes", diz a parlamentar.

Os anticoncepcionais foram criados na década de 1960 e são largamente utilizados em todo o mundo. Apesar da resistência da sociedade médica, o coletivo Vítimas de Anticoncepcionais defende a realização de exame para detectar a pré-disposição da mulher à trombose antes do início do tratamento. Esse problema consiste em coágulos que se formam em veias ou artérias que, ao se deslocarem, podem causar acidentes vasculares cerebrais, embolias pulmonares e paradas cardíacas.

(com Agência Câmara)

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