Pai que teve filha morta pelo Champinha se diz contra a maioridade penal

O vereador e advogado acredita que é preciso intensificar a punição para os menores que cometem crimes

16/06/2015 12:34

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
(foto: Pixabay)
Em audiência pública sobre alternativas à redução da maioridade penal, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, o vereador de São Paulo Ari Friendenbach defende pena mais severa para adolescentes que cometem crimes hediondos, como estupro, sequestro, latrocínio e homicídio. No entanto, ele é contra a redução da maioridade.

"Defendo só para esses casos a aplicação de uma pena mais severa, mas jamais em um presídio comum. Seria uma instituição para menores de idade, unidades menores, com atendimento personalizado. A ressocialização é mais importante do que a pena", diz o vereador.

Friendenbach é pai de Liana, assassinada aos 16 anos junto com o namorado por um grupo de criminosos liderados por Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, na época com 16 anos. O crime ocorreu em 2003. Liana foi torturada e estuprada antes de ser morta a facadas por Champinha.

Advogado, Friendenbach cita como exemplos Alemanha e Espanha, que reduziram a idade penal sem alcançar o efeito esperado. "Os jovens colocados em presídios tiveram contato com pessoas mais violentas", aponta. Segundo ele, o índice de reincidência nos presídios comuns brasileiros é de 70%, enquanto na Fundação Casa, que aplica medidas socioeducativas em adolescentes em São Paulo, é de 15%.

"Com a redução da maioridade vamos deixar a situação nos presídios, que é caótica, muito pior", afirma o vereador. "Existe toda uma indústria com grandes interesses em relação à maioridade penal. Tem as empresas de segurança, a indústria de carro blindado: temos que olhar para os bastidores", completa.

(com Agência Câmara)

Últimas notícias

Comentários