Gabiroba e cagaita no combate ao rotavírus

As duas plantas típicas do cerrado mineiro estão sendo testadas no combate à rotavirose pela Fundação Ezequiel Dias

16/06/2015 14:16

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Damaplantas.com.br/Reprodução
A gabiroba ou araçá-congonha é nativa do cerrado e muito rica em vitamina C (foto: Damaplantas.com.br/Reprodução)
Os extratos da gabiroba e da cagaita, duas plantas típicas do cerrado mineiro, serão base de um novo medicamento para combater o rotavírus. O estudo inédito está sendo feito por pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed), com o apoio do Sebrae Minas e da secretaria de estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais. A previsão é que o fitoterápico tenha um custo mais acessível para que possa ser distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O rotavírus causa diarreia aguda, com duração igual ou superior a 14 dias, que pode levar à desidratação, vômitos e febre, além de problemas respiratórios, como coriza e tosse. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esse patógeno mata, aproximadamente, 610 mil crianças por ano, no mundo, cerca de 5% de todas as mortes entre menores de cinco anos.

A transmissão da doença se dá pelas fezes, que em contato com a água e alimentos, pode aumentar o risco de contaminação, principalmente pelas mãos. A principal medida para evitar a rotavirose é a higiene das mãos, que pode ser feita com água e sabão ou álcool-gel,  antes das refeições e após usar o banheiro.

Hoje, o SUS disponibiliza vacina contra o rotavírus para crianças de até seis meses de idade. Porém, para a população em geral, não existe vacina para prevenção das diarreias. A infecção pelo vírus pode acontecer em qualquer idade, mas é mais grave nas crianças. "O que se faz, atualmente, é tentar amenizar os sintomas para que a infecção não se agrave, com medidas como hidratação e repouso", explica Alzira Batista Cecílio, pesquisadora da Funed responsável pela pesquisa com a gabiroba e a cagaita.

Emater.go.gov.br/Reprodução
A cagaita também é endêmica do cerrado mineiro e rica em vitamina C e antioxidantes (foto: Emater.go.gov.br/Reprodução)


Natural

Foi pensando no problema da prevenção da rotavirose que Alzira e sua equipe de pesquisadores da Funed, há cinco anos, estão pesquisando uma solução para a doença e comprovaram, ao longo deste período, que a atividade antiviral dos extratos das duas plantas do cerrado conseguem combater a infecção. "Estamos trabalhando para criar o primeiro medicamento fitoterápico específico para a rotavirose, que possa reduzir a carga viral nos pacientes e, assim, combater mais rapidamente os sintomas da doença. Estamos na fase de formulação para patentear o remédio", explica a pesquisadora.

Além disso, a tecnologia não representa risco para a flora do cerrado, já que as plantas serão cultivadas utilizando a técnica de micropropagação, que permite a rápida reprodução. O processo de produção é de baixo custo, o que implica em um medicamento acessível tanto para o SUS, quanto para a população. "A tecnologia ajudará no combate a um problema de saúde pública do país, beneficiando especialmente a população carente, hoje, a mais afetada pelo rotavírus", diz Alzira.

(com Agência Sebrae)

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