OMS se recusa a declarar estado de emergência devido à MERS

Apesar de a síndrome que não tem cura ou vacina já ter feito 20 vítimas na Coreia do Sul, órgão da ONU não vê necessidade de se caracterizar a emergência

19/06/2015 16:11

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Medscape.com/Reprodução
A MERS já deixou 20 mortos na Coreia do Sul, mas, para a OMS, ainda não se trata de um quadro que exija a declaração de emergência (foto: Medscape.com/Reprodução)
O comitê de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), responsável por avaliar os riscos decorrentes da propagação da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), decidiu que, por enquanto, a síndrome não constitui razão para alarme mundial.

Os especialistas se encontraram na terça-feira, dia 16 de junho, pela nonagésima vez desde que o surto começou, em 2012, e as conclusões foram divulgadas na quarta (17) pela OMS.

O fato mais relevante é que os peritos entenderem que, por enquanto, não há necessidade de se declarar emergência sanitária mundial, porque não há sequer a comprovação de haver transmissão sustentada do vírus na comunidade internacional.

A declaração de emergência significaria assumir que o vírus MERS (da sigla em inglês) se transmite como uma gripe, que existe contágio por via aérea ou que qualquer pessoa em contacto com um portador do vírus pode ficar infectada.

O exemplo mais claro é o surto que acontece na Coreia do Sul onde, apesar do grande número de casos, a OMS entende que pode ser controlado, já que todos os casos se relacionam ao paciente contagiado no Médio Oriente, portanto a única fonte de transmissão.

Vítimas

O governo coreano já anunciou que o número de mortos desde a chegada do vírus ao país, em maio de 2015, chega a 20 e o número total de casos subiu para 162. Dos infectados, 90% manifestavam problemas de saúde cíticos anteriores, informou o Ministério de Saúde da Coreia do Sul.

O comitê da OMS deixou claro, no entanto, que a transmissão se propagou na Coreia, de paciente a paciente, devido à falta de conhecimentos dos técnicos de saúde.

Os especialistas destacaram problemas como medidas de controle e prevenção precárias nos centros de saúde, o hábito de os doentes visitarem vários hospitais para obterem segundas e terceiras opiniões e ainda a tradição dos familiares de acompanharem muito de perto os enfermos.

A Coreia do Sul é o segundo país onde se registra o maior número de contágios, depois da Arábia Saudita, que informou a primeira vítima do vírus em 2012. Desde então, o vírus já infectou mais de 1,2 mil pessoas, das quais mais de 450 morreram.

(com Portal EBC)

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