Em resposta à investigação do Mundial de 2018, Rússia põe em xeque o pouso na Lua

Representante do governo russo diz que americanos teriam ido longe demais com as investigações contra a Fifa, e que todos têm direito de saber a verdade sobre a perda dos materiais relacionados à viagem espacial de 1969

22/06/2015 08:33

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Nasa.gov/Reprodução
Para o governo russo, não é possível que se tenha perdido inúmeros documentos que retratavam um momento tão importante para a história mundial (foto: Nasa.gov/Reprodução)
Depois da crise que se instalou na Fifa, que culminou na renúncia de Jospeh Blatter da presidência da federação de futebol, existe uma ameaça de que as Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar, possam ser canceladas. Isso fez com que Vladimir Markin, porta-voz do Comitê de Investigações do governo russo, em coluna assinada no jornal Izvestia, declarasse que os americanos teriam ultrapassado a linha do aceitável ao investigar nove dirigentes da Fifa.

Além disso, com medo de perder os bilhões investidos na realização do Mundial de 2018, o representante do governo russo desabafou, dizendo que "os promotores norte-americanos se declararam árbitros supremos de assuntos internacionais ligados ao futebol". Markin propôs que investigadores internacionais também teriam direito de examinar alguns elementos obscuros do passado dos Estados Unidos.

Parece até uma nova teoria da conspiração, mas o porta-voz russo anunciou que eles querem criar uma comissão de inquérito para investigar as antigas viagens espaciais americanas, especialmente a de 24 de julho de 1969, que levou o astronauta Neil Armstrong a ser o primeiro homem a pisar na superfície da Lua.

Moscou quer investigar oficialmente o que aconteceu com o filme que teria sido gravado pelos astronautas na Lua. "Os 400 quilos de materiais trazidos para a Terra, ninguém jamais viu. Não queremos dizer que o voo nunca ocorreu e que tudo foi filmado em um estúdio. Nós simplesmente entendemos que todo esse material científico e cultural constitui um patrimônio mundial, e seu desaparecimento é uma perda para todos", diz Vladimir Markin na coluna publicada no Izvestia.

Em entrevista ao jornal britânico The Independent, a Nasa informa que teria destruído quase 200 mil fitas, que foram danificadas no retorno à Terra, mas mantém em seus bancos de dados os vídeos do desembarque na Lua, que foram gravados graças às transmissões da rede de televisão americana CBS News.

(com Agência Télam)

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