Conheça a mineira Rejane Capobiango, campeã brasileira de fisiculturismo

Natural de Manhumirim, ela acabou de levar o título nacional de bodybuilding na categoria Womens Athletic

por Vinícius Andrade 22/06/2015 16:19

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Rejane Capobiango (centro), natural de Manhumirim, Zona da Mata de Minas Gerais, acaba de conquistar o campeonato nacional de bodybuilding, categoria Womens Athletic (foto: Facebook/Rejanecapobiango/Reprodução)
Nos dois últimos anos, Minas Gerais se tornou referência no futebol com as conquistas de Atlético e Cruzeiro – na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, respectivamente. No início de junho deste ano, o belorizontino Marcelo Melo fez história ao se tornar o primeiro duplista brasileiro a conquistar o tradicional Grand Slam de Roland Garros, na França. Chegou a vez da terra do "pão de queijo" mostrar que também sabe exportar atleta de ponta no fisiculturismo. Rejane de Figueiredo Capobiango, de 30 anos, conquistou o título brasileiro de bodybuilding, na categoria Womens Athletic, que avalia as definições dos músculos e, ao mesmo tempo, a beleza natural da mulher.

Nascida em Manhumirim, cidade localizada na Zona da Mata de Minas, com aproximadamente 23 mil habitantes, Rejane vai representar o Brasil na Argentina, na disputa do sulamericano de bodybuilding, que acontece em setembro. A atleta quer levar o nome de sua cidade e do estado ainda mais longe, e sonha em ser campeã mundial e, ainda, se tornar a Miss Universo do fisiculturismo.

A atual campeã brasileira de fisiculturismo fala com exclusividade à Encontro sobre sua história nesse esporte.

REVISTA ENCONTRO – Qual é o sentimento de conquistar um título nacional tão importante?
REJANE CAPOBIANGO – É uma emoção muito grande. É muito gratificante, porque já vinha lutando para isso desde o ano passado, para conquistar o campeonato brasileiro, e conseguir minha vaga para o sulamericano. Vou estar lá [Argentina] em setembro, para ver se consigo mais esse título.

O que os jurados avaliam na competição de bodybuilding?
Você precisa fazer poses compulsórias. A gente sobe no palco, e eles pedem bícepes, trícepes, abdominal, coxa. Eles avaliam a simetria do corpo, sem que a pessoa perca a feminilidade.

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"Às vezes, as pessoas olham, e você percebe que é um olhar de inveja", diz Rejane Capobiango (foto: Facebook/Rejanecapobiango/Reprodução)
Como foi sua preparação para esse evento?
Foi bem restrita. Muito intensa. Fiquei uma semana lá [Osasco, São Paulo], só me preparando para o campeonato. Dieta, suplementação, treinos e descanso. Tudo tem de ser muito certinho. De duas em duas horas, a gente faz a alimentação. Então, foi bem intensa minha última semana antes do campeonato.

Conte um pouco sobre sua rotina.
Eu divido o meu treino. Faço aeróbico na parte da manhã. Acordo 5h30, tomo meu suplemento e faço uma hora de treinamento cardiovascular. Depois, às 8h, começo a trabalhar, afinal, sou esteticista. Trabalho o dia todo, e, às 17h, faço meu treino na academia. Fico até as 18h30. A minha ficha de musculação é, no máximo, de uma hora. Tenho o meu personal trainer, que me acompanha na cidade, e o meu coach [técnico], que passa as instruções de alimentação, da ficha de treino e da suplementação.

Como funciona sua dieta?
A base da minha dieta, em fase final de preparação, é sempre frango e arroz integral. Depois, a gente corta o sódio por alguns dias. Eu como, em média, de duas em duas horas, porque, em cada refeição, como cerca de 120 gramas.

Quando você decidiu que seria uma atleta de fisiculturismo?
Há dois anos decidi ser atleta fisiculturista. Eu sempre sonhei em ter um corpo bonito, escultural, e treinava normalmente, como qualquer pessoa, e fazia uma dieta comum. Como eu queria ter o corpo definido, passei a gostar mais do esporte, principalmente ao acompanhar Dora Rodrigues [fisiculturista brasileira, de Pindamonhangaba, SP] e as atletas do Miss Universo [do fisiculturismo]. Foi aí que eu tive o interesse de virar atleta e me apresentar nos palcos.

Quais são os principais desafios de uma atleta fisiculturista no Brasil?
No Brasil, infelizmente, agora é que o fisiculturismo está sendo mais valorizado. Dependendo, acho até que eles pode passar a fazer parte das Olimpíadas de 2016. Não haverá premiação, e sim, uma apresentação do fisiculturismo como esporte. Conseguir patrocínio também é bem difícil. A gente tem de ir conquistando títulos. Agora que sou campeã brasileira, aparecem os patrocínios mais importantes. Quem me patrocina e me ajuda é meu esposo. Às vezes, a prefeitura de minha cidade natal ajuda um pouco, mas a maior parte vem dele [marido].

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"A minha ficha de musculação é, no máximo, de uma hora" (foto: Facebook/Rejanecapobiango/Reprodução)
Você já sofreu algum tipo de preconceito por ter um corpo tão definido?
Não passei por nenhum tipo de preconceito. Às vezes, as pessoas olham, e você percebe que é um olhar de inveja [netse momento, Rejane 'beija' o ombro]. Ninguém consegue chegar a um corpo assim, de forma tão fácil, porque a dieta é bem rigorosa. Mas, preconceito mesmo eu nunca passei.

Você é do interior de Minas. Como foi a recepção das pessoas da sua cidade após o título brasileiro?
Eles me receberam com a maior festa. O pessoal me acompanhou pelo Facebook, porque sempre atualizo minha página. Muitos me davam parabéns, perguntavam se eu tinha ganhado mesmo. Existem faixas na cidade toda. Foi bem bacana. Eles me receberam com muito carinho. Vou até ser homenageada na Câmara dos Vereadores.

Qual seu maior sonho no esporte?
Agora, é participar do sulamericano. E seu eu conseguir vencer, pretendo ir para o mundial e para o concurso de Miss Universo, que são os dois eventos mais 'tops' do fisiculturismo.

Que mensagem você gostaria de deixar para quem deseja ser um atleta do fisiculturismo?
Tem de ter muita força de vontade. É muito legal para a saúde, também, porque a alimentação é muito saudável. Eu deixo todo o meu apoio para quem deseja praticar o esporte. Vale a pena, e é muito bom. Meu sonho é que se torne um esporte olímpico. Se quiserem me seguir nas minhas páginas do Instagram e Facebook, seria ótimo, pois dou dicas também.

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