Respiração bucal pode comprometer os dentes e a face de crianças

Pais devem ficar atentos a qualquer alteração no processo respiratório dos filhos, especialmente se eles sofrem com alguma doença, como rinite ou asma

por Da redação com assessorias 23/06/2015 16:05

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Se a criança dorme com a boca aberta, utilizando a respiração bucal, pode acabar tendo problemas na formação da arcada dentária e até no próprio rosto (foto: Pixabay)
São muitos os problemas respiratórios que podem causar obstrução das vias aéreas superiores e levar algumas pessoas a adotar a respiração bucal: sinusite, rinite e desvio de septo, além das alergias respiratórias. Esse desvio no padrão de respiração, que deveria ser predominantemente nasal, tem início geralmente na infância. Quando não tratado a tempo, pode resultar no comprometimento da saúde oral do paciente, com desenvolvimento anormal da face e da arcada dentária, sorriso gengival, dentes tortos e gengivite.

Segundo a cirurgiã-dentista Katia Regina Izola,  professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, é importante que os pais estejam sempre bem atentos não só à frequência com que seus filhos manifestam doenças respiratórias, mas também à forma com que respiram, principalmente enquanto dormem. "Quando a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, fica muito evidente. Outras, só dormem de boca aberta ou, ainda, emitem sons nasais durante o sono, como se roncassem. Seja como for, esses padrões, ainda que alguns pais achem bonitinhos, só mostram o quanto as crises respiratórias podem estar interferindo em outras áreas", explica a especialista.

O próprio desenvolvimento do rosto da criança, como mostra a dentista, é muito influenciado pela respiração. "Quando não tratado rápida e adequadamente, o rosto pode crescer fino e alongado. Muitos tratamentos cirúrgicos poderiam ser evitados se, assim que o problema surgisse, fosse avaliado e tratado por um otorrinolaringologista e acompanhado por um ortodontista, fazendo uso de aparelhos para normalizar o crescimento facial normal e a respiração adequada", diz katia Izola.

O tratamento do desvio de padrão de respiração melhora significativamente, também, a qualidade de vida do paciente, bem como o comportamento, autoestima, nível de energia e até mesmo o desempenho escolar. A cirurgiã-dentista alerta os pais para que prestem mais atenção à respiração de seus filhos nesta época do ano, já que há grande variação de temperatura. "Crianças com problemas respiratórios, sejam temporários ou crônicos, devem evitar ambientes que favoreçam a proliferação de ácaros e fungos, além de pelos de animais, poeira e pó, ou mesmo alguns tipos de alimentos. No caso das alterações estruturais, como desvios de septo, também devem ser tratados o quanto antes com otorrinolaringologistas", complementa a especialista.

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