Papa Francisco diz que separação da família às vezes é "moralmente necessária"

O pontífice não cita o divórcio, mas concorda que situações de violência podem levar à crise conjugal e consequente afastamento dos parceiros

24/06/2015 17:39

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Benhur Arcayan/Malacañang Photo Bureau/Divulgação
"Como acompanhar a situação de modo a que a criança não se torne refém do pai ou da mãe?", diz papa Francisco (foto: Benhur Arcayan/Malacañang Photo Bureau/Divulgação)
O papa Francisco considerou, nesta quarta, 24 de junho, que a separação de uma família pode ser "moralmente necessária", como em casos de violência, sem chegar a falar especificamente em divórcio. "Há casos em que a separação é inevitável", declara o papa durante a audiência geral das quartas-feiras na praça de São Pedro, no Vaticano.

"Algumas vezes, ela [a separação] pode tornar-se mesmo moralmente necessária, quando se trata de proteger o cônjuge mais frágil ou as crianças das feridas mais graves causadas pela intimidação e pela violência, a humilhação e a exploração", acrescenta Francisco.

O papa insistiu na necessidade de proteger as crianças. "Apesar da nossa sensibilidade aparentemente evoluída e das nossas análises psicológicas elaboradas, pergunto-me se não estamos anestesiados perante as feridas da alma das crianças", questiona.

"À nossa volta, vemos diversas famílias em situações ditas disfuncionais – não gosto desta palavra – e nos colocamo algumas questões: como ajudar? Como acompanhar a situação de modo a que a criança não se torne refém do pai ou da mãe?", diz o papa.

Estas questões, colocadas durante a última audiência geral antes da pausa de julho, é claramente dirigida aos padres que vão se reunir em outubro, no Vaticano, para o sínodo sobre a família.

(com Agência Brasil e Agência Lusa)

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