Saiba mais sobre a esclerose múltipla, que afeta a atriz Cláudia Rodrigues

A humorista está afastada das telas devido à doença, que provoca surtos esporádicos. Ela já tranquilizou os fãs, em vídeo no Facebook

por Vinícius Andrade 30/06/2015 10:07

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Facebook/claudiarodriguesoficial/Reprodução
Em vídeo publicado na sua conta oficial do Facebook, a atriz Cláudia Rodrigues tranquiliza os fãs, dizendo que já tinha deixado o hospital após o surto causado pela esclerose múltipla (foto: Facebook/claudiarodriguesoficial/Reprodução)
Famosa por interpretar a Marinete no programa A Diarista, da Rede Globo, a atriz e humorista Cláudia Rodrigues luta contra a esclerose múltipla desde 2000. Ela já havia sofrido um ataque da doença em 2010, que a afastou do trabalho na televisão, e, novamente, em junho, voltou a ter novo surto.

Longe das telinhas desde o ano passado, quando atuou no Zorra Total, Cláudia não teve o contrato renovado com a maior emissora do país. Esse pode ter sido o principal motivo para a recente recaída da atriz. Na quinta-feira, 24 de junho, ela publicou um vídeo em seu perfil no Facebook dizendo que havia recebido alta do hospital e que estava recuperada.

Entenda a doença

A esclerose múltipla é uma doença crônica do sistema nervoso central que afeta o cérebro e a medula espinhal, e pode comprometer algumas funções como falar, enxergar, caminhar e urinar. Trata-se de uma enfermidade autoimune, que pode ser deflagrada em surtos ou de maneira progressiva. A Medicina ainda não descobriu o fator que desencadeia o processo inflamatório. Existe a hipótese de que o problema seja desencadeado por um vírus com atuação lenta, mas isso não foi provado.

"Sabe-se que em algumas populações a frequência é maior, como nos países nórdicos. Acredita-se, portanto, em um fator hereditário, pois a doença teria se espalhado pelo mundo por meio da conquista dos Vikings [antiga civilização originária da região da Escandinávia]. Sabe-se também que a doença é mais comum em mulheres jovens", explica a neurologista Rosamaria Guimarães, presidente da Sociedade Mineira de Neurologia.

Sintomas

De acordo com a especialista, os sintomas são bem variados, visto que a doença pode afetar qualquer área do sistema nervoso central. Vertigem, perda de visão, fraqueza nos braços ou pernas, desequilíbrio, incontinência urinária, formigamentos e dormências em partes do corpo são alguns exemplos.

Fatores de risco

Segundo a neurologista, a falta de exposição solar, assim como a deficiência de vitamina D3 podem ser fatores que contribuam para a doença. No entanto, são apenas coadjuvantes, e não causais. Alguns estudos também já tentaram relacionar a esclerose múltipla a traumas físicos, mas essa hipótese não foi confirmada.

Tratamento

A esclerose múltipla não possui cura, nem prevenção, mas existem tratamentos eficazes no retardo da evolução da doença e na redução do número de surtos. Alguns medicamentos mais recentes já atuam diretamente no cérebro, reduzindo o grau de atrofia do órgão. "Nem todos os medicamentos estão disponíveis no SUS, e cada pessoa precisa de uma indicação ou contra indicação específica a determinado fármaco", alerta Rosamaria.

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