"A meia-entrada, na real, é uma inteira"

Ministro da Cultura critica os valores cobrados nos eventos e chama de hipocrisia o valor da meia-entrada

01/07/2015 18:33

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
"Alguém acredita que um empresário monte um cinema para ter prejuízo", diz o ministro da Cultura, Juca Ferreira, sobre o alto valor da meia-entrada (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, classifica de "hipocrisia" a venda de meia-entrada em espetáculos culturais, uma vez que, a rigor, o benefício tem o preço de uma inteira no país. A afirmação foi feita em audiência pública sobre o tema promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, na manhã desta quarta-feira, 1º de julho.

Juca Ferreira diz que esse problema remonta há mais de uma década e que o Brasil está entre os países que cobram os ingressos mais caros do mundo. Ele manifesta o desejo pessoal de que se chegue "a um consenso". A regulamentação dessa cobrança está na lei 12.933/13, e seu debate na comissão do Senado se ampara nas mudanças em estudo no Ministério da Cultura e nas discussões sobre a participação dos idosos nesse benefício.

O ministro afirma ainda ser favorável à meia-entrada para estudantes e aposentados, por considerar esse um direito que propicia a inclusão social, mas invoca a máxima econômica segundo a qual "não existe jantar de graça". "A média de presença de público com meia-entrada é em torno de 80%. Se existe essa possibilidade de 80%, é obvio que não é meia-entrada, porque o custo é de uma inteira. E quem paga isso? Alguém acredita que um empresário monte um cinema para ter prejuízo? Ele precisa ter uma margem de lucro. A meia-entrada, na real, é uma inteira. E a inteira é estratosférica. Vamos encontrar uma saída porque, se a meia custa o preço da inteira, isso é uma hipocrisia, é uma falsificação", comenta o ministro.

(com Agência Senado)

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