Própolis verde na prevenção e tratamento de doenças bucais

Pesquisadores da Funed criam gel e enxaguante bucal fitoterápicos, que podem ajudar pessoas que sofrem com inflamações na boca

02/07/2015 11:30

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Naturezone.hk/Reprodução
A diferença entre a própolis verde e a tradicional é que a primeira é extraída pelas abelhas no alecrim silvestre (foto: Naturezone.hk/Reprodução)
Uma boa notícia para quem gosta de usar medicamentos fitoterápicos: pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) criaram um gel e enxaguante à base de própolis verde para o tratamento de doenças e infecções na boca. O produto deverá começar a ser produzido nos próximos anos.

A própolis verde é fabricada pelas abelhas que coletam resina do alecrim do campo. Há alguns anos, o uso terapêutico da substância vem sendo estudado por pesquisadores. "Seu uso caseiro para problemas de garganta ou tosse é bastante difundido. No entanto, hoje não existe nenhum medicamento regulado na Anvisa à base da própolis verde", explica a pesquisadora Esther Bastos, coordenadora do projeto da Funed.

Engana quem pensa que os problemas na boca se restringem às famosas cáries. O local é repleto de microrganismos, e quando exposto a alterações internas e externas, fazem da boca um dos órgãos humanos mais propícios a processos infecciosos e doenças. Além disso, implante dentário ou tratamentos quimioterápicos são contextos que deixam a boca vulnerável ao aparecimento de mucosites e candidíase.

Pensando nisso, pesquisadores da Funed desenvolveram o gel e o enxaguante bucal de extrato de própolis verde que ajudam no tratamento e na prevenção de doenças como as mucosites, que são inflamações que ocorrem na mucosa da boca, frequentes em pacientes submetidos a radioterapias. Outro exemplo é a prevenção de processos inflamatórios em pessoas que fazem implantes dentários. "Diferentemente dos antibióticos comumente usados em pacientes que fazem implantes, a própolis não somente inibe a ação dos micro-organismos, mas os elimina", destaca a pesquisadora.

Outras vantagens dos produtos criados pela Funed é que não há efeitos colaterais, nem aumento da resistência dos micro-organismos, como acontece com o uso prolongado de antibióticos. Além disso,  eles não contêm digluconato de clorexidina, substância, usado na odontologia como agente antimicrobiano, entretanto, em longo prazo, pode causar enfraquecimento e amarelamento dos dentes. "Nos testes que fizemos, houve redução dos micro-organismos anaeróbicos da cavidade oral, sem o aparecimento de manchas nos dentes", conta Esther.

Por não conter álcool em sua formulação, o novo enxaguante não irrita a mucosa do paciente, como acontece com boa parte dos produtos disponíveis no mercado. os dois produtos já foram testados, e, agora, os pesquisadores buscam investidores para colocá-los no mercado.

(com Agência Sebrae)

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