Jornalista Maju, da Rede Globo, é novamente vítima de racismo no Facebook

Publicação de previsão do tempo na página oficial do Jornal Nacional foi inundada de comentários racistas e revoltou internautas

por Marcelo Fraga 03/07/2015 18:19

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Facebook.com/JornalNacional/Reprodução
Após publicar uma mensagem sobre a previsão do tempo, com uma foto da jornalista Maria Júlia Coutinho, conhecida como Maju, alguns internautas postaram respostas racistas, o que gerou revolta na rede social (foto: Facebook.com/JornalNacional/Reprodução)
A jornalista Maria Julia Coutinho – a Maju – que apresenta a previsão do tempo no Jornal Nacional foi alvo de racismo. O caso, reincidente, desta vez se deu na página oficial do telejornal da Globo no Facebook.

Em uma postagem que contém a foto da moça e um link, para um vídeo sobre a previsão do tempo, vários usuários fizeram comentários racistas direcionados à Maju. Logo em seguida, milhares de internautas responderam em defesa da moça, criticando a atitude criminosa cometida contra a jornalista. Imagens destacando os comentários racistas, rapidamente, começaram a circular na internet e no próprio Facebook, com o intuito de ajudar a denunciar o caso.

A jornalista Maria Julia Coutinho, no mesmo dia, também foi alvo de ofensa racial em seu perfil no Twitter, e, inclusive, chegou a responder uma das mensagens.

Facebook.com/JornalNacional/Reprodução
Após o incidente racista no perfil do Jornal Nacional no Facebook, o editor-chefe William Bonner e sua equipe se solidarizaram com Maju (foto: Facebook.com/JornalNacional/Reprodução)


Após os fatos, um vídeo foi publicado, também na página do Jornal Nacional, em apoio à jornalista. Nas imagens, aparecem os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, juntamente com a equipe do jornal, segurando cartazes com a hashtag #somostodosmaju.

Existe explicação?

Para a jornalista e ativista contra o preconceito racial Etiene Martins, casos como o ocorrido com Maria Júlia Coutinho são recorrentes porque não há punição para os criminosos. "Racismo é crime e, portanto, não pode ser tratado como uma simples ofensa. As pessoas que cometem esses atos precisam ser punidas de acordo com a lei, e isso não acontece", comenta Etiene.

Lei

O crime de preconceito racial é previsto na lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Segundo a Legislação Federal, "os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião" devem ser punidos com dois a cinco anos de reclusão.

Últimas notícias

Comentários