Especialista diz que taxistas devem se unir ao Uber, e não enfrentá-lo

Segundo consultor, a chamada economia colaborativa é uma novidade que chegou para ficar, e, além de entendê-la, é preciso fazer parte dela

por Da redação com assessorias 07/07/2015 11:19

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Pixabay e Antonio Cunha/CB/D.A Press
"Taxistas e outros setores precisam se juntar a essa revolução e não ir contra", diz o analista de marketing Gabriel Rossi (foto: Pixabay e Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Lançado há cinco anos nos Estrados Unidos, o aplicativo Uber, que conecta motoristas e usuários, vem causando uma série de manifestações contra seu uso por parte de taxistas em vários países, especialmente no Brasil e na França. Por aqui, motoristas de táxi estão realizando manifestações quase diárias em grandes cidades, como Belo Horizonte, contra o que chamam de "concorrência desleal".

A categoria profissional faz essa acusação contra o Uber pois o aplicativo oferece serviço semelhante ao de táxi, sem ter de pagar licenças e impostos as leis locais. Para o especialista em marketing Gabriel Rossi, que é consultor e palestrante, o aplicativo não deve ser considerado um inimigo. "E, sim, um bom exemplo de economia colaborativa", afirma.

Segundo Rossi, essa é uma tendência que está se espalhando por vários setores da economia e que veio para ficar por várias razões. "Uma delas é a econômica, devido à escassez de recursos. Outro aspecto importante é o tecnológico. Não podemos esquecer a ascensão de uma geração que cresceu com a internet e se comunica com outras pessoas, principalmente via plataformas digitais, compartilhando experiências boas ou ruins", lembra o consultor de marketing. Ele destaca que a economia colaborativa gera uma poderosa transformação nos hábitos de consumo e dos negócios ao redor dela. "Taxistas e outros setores precisam se juntar a essa revolução e não ir contra", alerta.

Exemplo

Gabriel Rossi cita como exemplo da economia colaborativa o caso da rede de hotéis Mariott. "Ao invés de lutar contra o fenômeno da economia colaborativa, agiu de forma inteligente. A rede credenciou com o selo Mariott casas de pessoas que alugavam um quarto e indicou clientes provenientes do programa de lealdade que a rede cultiva. No final de tudo, a rede negociou algo em entre 10% e 20% de participação no revenue do locatário do quarto", conta o especialista.

O especialista deixa claro que tentar derrubar ou bater de frente com essa tecnologia não é o caminho para que os consumidores deixem de utilizar esses serviços. "As corporações agora precisam reavaliar e começar a alugar, emprestar, ou até mesmo presentear consumidores com seus produtos. O novo consumidor não se preocupa mais em ser dono das coisas. Ele quer ter acessibilidade a elas. Isso ajuda a simplificar a vida", completa.

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