Epidemia de ebola ainda não acabou, alerta OMS

Segundo a Organização Mundial de Saúde, novos casos da doença continuam surgindo diariamente

08/07/2015 16:42

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Martine Perret/UN/Divulgação
Ao todo, 1,1 mil técnicos da OMS trabalham nos três países mais atingidos pela doença: Serra Leoa, Libéria e Guiné. A epidemia foi formalmente reconhecida em março do ano passado (foto: Martine Perret/UN/Divulgação)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, apesar dos avanços obtidos nos últimos meses, a epidemia de ebola ainda não acabou. Segundo a entidade, novos casos da doença continuam sendo identificados, com destaque para registros recentes na Libéria. O último balanço aponta que 20 novos casos foram confirmados na última semana de junho. A atual incidência do ebola varia de 20 a 27 novos casos por semana.

"No último ano, fizemos progresso ao estabelecer sistemas e ferramentas que nos permitem responder de forma rápida e efetiva. Graças a diligência e dedicação de milhares de cientistas, pesquisadores, voluntários e fabricantes, estamos numa situação melhor do que a que enfrentamos um ano atrás", informa a organização.

A OMS destaca que a epidemia de ebola permanece em curso e que melhorias nos métodos de trabalho estão sendo incorporadas à medida em que são desenvolvidas. “Mas, precisaremos ainda de muitos outros meses de trabalho árduo para alcançarmos o fim da epidemia e para impedir que a doença se espalhe por outros países", diz o órgão da ONU.

De acordo com a entidade, já existem quatro kits de diagnóstico rápido para o ebola, capazes de detectar a doença em poucas horas, além de 23 laboratórios habilitados para a testagem do vírus. A organização acredita que, em alguns meses, uma vacina segura contra o ebola estará disponível.

Ao todo, 1,1 mil técnicos especialistas da OMS trabalham atualmente nos três países mais atingidos pela doença – Serra Leoa, Libéria e Guiné. A epidemia foi formalmente reconhecida pela entidade em março do ano passado. Ao todo, 27.443 casos foram registrados até junho deste ano, além de 11.220 mortes provocadas pela doença.

(com Agência Brasil)

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