Será que você está vendo uma estrela, ao invés de lixo espacial?

Sabia que milhares de objetos voam na órbita da Terra, desde pequenos parafusos a satélites desativados, que podem provocar sérios danos em missões espaciais?

09/07/2015 11:57

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Nasa.gov/Reprodução
Imagem mostra a impressionante quantidade de detritos que circulam em alta velocidade na órbita da Terra (foto: Nasa.gov/Reprodução)
Mais de 400 mil artefatos, entre parafusos, pedaços de metal e manchas de óleo, orbitam a Terra. É o chamado lixo espacial, uma espécie de nuvem de metal e detritos que vem aumentando ano após ano.

A hipótese (Síndrome de Kessler) apresentada por um físico da Nasa, sustenta que haverá um momento em que o espaço terá tantos detritos que será impossível utilizá-lo para as necessidades da humanidade. Isso porque, quando dois objetos se chocam, eles geram mais fragmentos, multiplicando assim o número de elementos em órbita. E os satélites que atualmente estão em órbita, por exemplo, são responsáveis por transmitir dados, sinais de televisão, rádio e telefone, sem contar os equipamentos que observam a Terra, fornecem informações sobre mudanças climáticas, podem antecipar fenômenos naturais e fazer o mapeamento de áreas.

E qual a realidade lá em cima? Os astronautas, satélites e a própria estação espacial enfrentam problemas em antever um impacto.

Devido à velocidade muito grande em que viaja o lixo espacial, pequenas peças de 1 e 10 cm de tamanho podem penetrar e danificar a maioria das naves espaciais.

Mas não é só isso, um pedaço de metal de 10 cm pode causar tanto dano como 25 bananas de dinamite. Claro, afinal esse lixo todo circula no nosso planeta em velocidades que podem ultrapassar 30 mil km/h.

Durante sua primeira década em órbita, por exemplo, mais de 200 objetos se afastaram da estação espacial Mir, a maioria deles envolta em sacos de lixo. Mas a maior fonte de material significativo são aproximadamente 150 satélites, que foram destruídos ou se desmantelaram, deliberadamente ou acidentalmente. Eles deixaram um rastro de 7 mil fragmentos suficientemente grandes (acima de 10 centímetros), a serem monitorados a partir da Terra.

O Brasil tem sua parte de culpa: temos dois satélites de coleta de dados e mais três satélites em conjunto com a China e nenhum desses cinco dispõe de um sistema para que seja feita sua remoção em órbita.

A seguir, algumas ideias para remoção do lixo espacial:

  • Aerogel: utilizado pela NASA para coletar poeira espacial, a idéia é colocar em órbita painéis cobertos com este material onde pequenos pedaços de resíduos espaciais ficariam presos como insetos em um pára-brisa

  • Lasers: instalar canhões de laser em alguns pontos estratégicos e disparar contra o lixo, para desviar sua órbita para mais perto do planeta. Com isso, o lixo queimaria até desaparecer

  • Braço: uma espécie de nave não-tripulada, guiada por radares e câmeras, seria equipada com braços robóticos para coletar os detritos

  • Redes: sistema de redes gigantes, que formaria um cesto capaz de capturar os detritos e jogá-los mais para baixo

  • Espuma: um painel de espuma seria colocado na rota dos detritos. Assim que os objetos passassem por ele, teriam sua velocidade reduzida, caindo de volta no planeta

  • Fios: cabos condutores de cobre poderiam ser acoplados a satélites desativados para que eles pudessem ser atraídos pelo campo magnético da Terra

(com Portal EBC e Eco4u)

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