Sonda New Horizons chega em Plutão após nove anos e meio de viagem

Nasa celebra a chegada da sonda ao ex-planeta, após nada menos que 4,8 bilhões de km de viagem

13/07/2015 09:38

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Thierry Lombry/Nssdc.gsfc.nasa.gov/Reprodução
Artista cria, para a Nasa, imagem da sonda New Horizons em aproximação a Plutão (foto: Thierry Lombry/Nssdc.gsfc.nasa.gov/Reprodução)
Nunca na história deste universo, um veículo espacial chegou tão longe. Nessa terça-feira, 14 de julho, a sonda New Horizons, que saiu da Terra no ano de 2006, vai ficar a exatos 12.472 km (7.750 milhas) de Plutão. Lançada pela Nasa, a New Horizons tem como objetivo trazer informações sobre o planeta-anão (entenda por que Plutão é um planeta-anão) e vai completar uma rota de 4,77 bilhões de km.

Desde quando a New Horizons saiu da Terra, foram apresentadas imagens que revelaram detalhes de Saturno e Netuno. Quando começou a se aproximar de Plutão, a sonda já fez imagens do planeta-anão. Em uma delas, foi revelada uma cor avermelhada de Plutão. Em outra revelava Charon (a maior lua) orbitando sobre o planeta-anão. Há, ainda, a imagem que mostrava as duas faces do planeta.

Além de ser a primeira missão que explorou Plutão, a Nasa aponta que a New Horizons quebrou alguns recordes. É a primeira a chegar a um planeta congelado anão, a explorar o Cinturão de Kuiper (área onde fica Plutão), a primeira desde 1970 a explorar um planeta desconhecido e a nave mais rápida da história: a velocidade chegou até a 21 km/s.

Portal EBC/Reprodução
(foto: Portal EBC/Reprodução)


Mas a Nasa não gastou cerca de US$ 720 milhões apenas para quebrar recordes. De acordos com pesquisadores da área, a chegada da New Horizons vai auxiliar nos estudos sobre e sobre como era a vida na Terra há bilhões de anos. Para o professor de física da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Soares, essa é a principal contribuição da New Horizons. “É difícil dizer como era a Terra há 4 bilhões de anos. Como Plutão não teve modificações por conta da distância do Sol, é possível ter um panorama de vida há milhões de anos”, explica.

O pesquisador do Observatório Nacional Júlio Camargo diz que as imagens e informações enviadas para a Terra vão servir como ponto de partida para novos trabalhos sobre os planetas: “Sem dúvida, a ciência planetária vai se beneficiar com os dados divulgados”.

Já o engenheiro aeroespacial italiano Steffano Scutti levanta que a New Horizons fecha a primeira etapa em relação a exploração espacial no sistema solar: “Agora todos os planetas clássicos foram visitados pelo menos por uma vez”. Ele também destaca que a missão deve reservar mais novidades depois de passar por Plutão: “Vale lembrar que a missão não é só para visitar Plutão, mas também descobrir outros objetos do Cinturão de Kuiper”.

Cinco fatos sobre a passagem da New Horizons em Plutão:

Data marca 50 anos de exploração a Marte

O dia 14 de julho não foi escolhido à toa pela Nasa para o voo sobre Plutão. A data marca exatos 50 anos da primeira missão não-tripulada interplanetária da Agência Espacial Norte-Americana. Em 14 de julho de 1965, a sonda Mariner explorou Marte.

Viagem não vai mudar entendimento sobre Plutão ser planeta-anão

Por mais que as informações que venham de Plutão sejam úteis, uma coisa é certa: a missão da New Horizons não fará Plutão voltar a ser considerado um planeta. “O que fazia Plutão ser um planeta era justamente a falta de informações sobre o assunto. Com as informações da missão, o posto de planeta-anão deve se reforçar”, diz o professor Ivan Soares, da UnB.

Acompanhamento da missão só por simuladores

Dada a distância da missão e a dificuldade do envio de informações para a Terra, não haverá transmissões de imagens ao vivo da New Horizons. Acompanhar a missão só será possível por meio de um simulador no site oficial da missão (clique aqui). A página mostra eventos importantes da missão e a distância que a nave está da Terra e de Plutão.

Distância da New Horizons para Plutão será bem pequena

Os 12 mil km de distância da New Horizons para Plutão serão menores do que o raio da Terra. A título de comparação, é semelhante à distância entre São Paulo e Dubai. A distância é muito menor do que a da sonda para a Terra: 4,77 bilhões de km.

New Horizons é o veículo espacial mais rápido do mundo

Com velocidade alcançada de 21 km por segundo (quando passou por Júpiter), a New Horizons é até o momento o veículo espacial mais rápido já criado. A velocidade da sonda possibilitou que ela chegasse à Lua em nove horas de viagem. Só para ter uma ideia, se já estivesse em aceleração e fosse de São Paulo ao Rio, a New Horizons demoraria cerca de 20 segundos para fazer a viagem.

(com Agência Brasil)

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