Entenda a importância dos primeiros mil dias do bebê

Os cuidados com o recém-nascido, segundo especialistas, devem ter início antes da gravidez e continuam após a chegada da criança

13/07/2015 15:00

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Segundo a especialista, estudos mostram que alterações no ambiente uterino causadas por drogas, hipertensão, regime excessivo ou até mesmo depressão, podem deixar o bebê desnutrido (foto: Pixabay)
Nascer com baixo peso (menor que 2,5 kg) pode trazer consequências imediatas ao bebê. Cerca de 50% da mortalidade infantil até o primeiro mês de vida ocorre em decorrência do baixo peso para idade gestacional. No Brasil, de 8 a 10% das crianças vêm ao mundo nessas condições. "Esses bebês apresentam maior frequência de diversos problemas como anemia, agravos no desenvolvimento físico e emocional e até maior chance de virem a ter doenças crônicas no futuro", alerta a pediatra Filumena Gomes.

Antigamente, acreditava-se que as doenças crônicas tais como obesidade, hipertensão, diabetes como enfartes e derrames, começavam na fase adulta. Mas, estudos recentes comprovam que eles podem ter início ainda no útero.

Isso porque durante a gestação as células se multiplicam em alta velocidade o que caracteriza, portanto, uma fase determinante para a boa formação de todos os órgãos do bebê, sobretudo, dos sistemas cardiovascular e respiratório. "Então, estudos britânicos comprovaram que quando o ambiente uterino materno sofre alguma perturbação como uso de drogas, hipertensão, regime alimentar excessivo ou até mesmo depressão, o neném pode vir a nascer com baixo peso. Essa condição o deixa predisposto a desenvolver doenças crônicas quando adulto, além de comprometer a elasticidade das artérias, densidade dos ossos e estar mais suscetíveis à depressão", complementa a também pediatra Ana Maria Escobar.

Período decisivo

Com isso, fica ainda mais claro o papel fundamental da mãe para garantir a saúde do seu filho. "O mês anterior à gestação, os nove meses de gravidez e os dois anos do bebê contabilizam os primeiros mil dias do bebê. Estudos recentes apontam que os cuidados maternos durante esse período, sobretudo, no que diz respeito à nutrição balanceada, serão cruciais para o bom desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida", destaca Filumena.

Obesidade, altas taxas de estresse, uma alimentação rica em gordura, violência, entre outras situações adversas que a gestante pode enfrentar não passarão impunes para o bebê. "A comunicação mamãe/bebê é feita por meio da placenta. É essa estrutura que conduzirá não apenas os nutrientes, mas irá traduzir todas as informações maternas para o bebê. Qualquer uma dessas condições pode gerar estresse para o feto. Esse estresse poderá alterar o eixo hormonal que regula funções do organismo como desenvolvimento e crescimento, menstruação, níveis de transpiração, entre outras várias particularidades de diversos órgãos", complementa a especialista.

(com Portal EBC e ABC da Saúde Infanto-Juvenil)

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