Vídeo que circula na internet mostra agressão a bebê

Câmeras de segurança na China flagram mulher maltratando criança, em creche. Psicóloga explica que, além da saúde, aprendizado também pode ser prejudicado em casos como esse

por Marcelo Fraga 13/07/2015 18:13

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YouTube/Reprodução
No vídeo chinês, a babá sufoca o bebê para fazê-lo parar de chorar, e acaba matando a criança (foto: YouTube/Reprodução)
Um vídeo, que vem sendo compartilhado na internet, está causando indignação e preocupação. As imagens, aparentemente gravadas por câmeras de monitoramento, mostram uma mulher agredindo um bebê numa creche da China. É possível ver claramente as agressões cometidas pela funcionária, que chega, inclusive, a colocar as pernas em cima do bebê, sufocando-o, para parar o choro – segundo o site Liveleak, a criança acabou morrendo.

Assista ao vídeo que foi publicado originalmente na rede social chinesa Weibo:


O vídeo acende um alerta sobre a segurança das crianças deixadas pelos pais em creches, escolas, até mesmo com babás. Mas, afinal, como saber se um bebê está sendo maltratado, se não houver nenhum hematoma ou ferimento aparente?

A psicóloga infanto-juvenil Érica Fróis explica que, mesmo crianças ainda muito pequenas, como bebês, conseguem emitir sinais de que algo está errado. Segundo ela, a expressão corporal é o indicador mais importante a ser observado pelos pais. "Quando a criança não está doente e, mesmo assim, fica demasiadamente agitada, ou o choro está com um tom diferente, pode ser sinal de que alguma coisa anormal está ocorrendo", explica a especialista.

Outros sinais, como mudanças na forma de brincar e alterações no sono e na alimentação também podem ser indícios de maus-tratos, de acordo com a psicóloga. Érica Frois lembra, ainda, que, se a criança muda a forma de se comportar na presença de outras pessoas, é importante que os pais investiguem o que pode estar acontecendo na ausência deles.

Além, é claro, dos danos à saúde física do bebê, agressões podem afetar o desenvolvimento. A especialista em psicologia infanto-juvenil ressalta que o processo de aprendizado pode ser lesado, afetando, no futuro, até mesmo tarefas simples para a criança, como utilizar o banheiro. "Os danos podem ser permanentes para o bebê. Por isso, os pais devem estar sempre atentos e dialogando com quem cuida de seus filhos enquanto eles não estão por perto", esclarece Érica Fróis.

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