Google vai aceitar pedidos para eliminar resultados ligados a "vingança pornô"

Assim como é feito com informações consideradas sensíveis, como número de conta bancária, o maior buscador da internet vai permitir a retirada de resultados de conteúdo impróprio, fruto de chantagem

14/07/2015 18:15

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
O Google vai permitir que qualquer pessoa vítima da chamada 'vingança pornô' peça a retirada de resultados de suas imagens do maior buscador da internet (foto: Pixabay)
O Google anunciou que nas próximas semanas, disponibilizará um formulário online para pessoas poderem solicitar a retirada, nos resultados das buscasm de conteúdo com sexo explícito que tenham sido compartilhados sem o consentimento de algum dos envolvidos, o que é conhecido como "vingança pornô".

"Essa é uma política restrita e limitada, da mesma forma em que costumamos tratar os pedidos de retirada de outras informações pessoais altamente sensíveis de nossos resultados de busca, como é o caso de número de contas bancárias e assinaturas", diz o Google em seu blog.

A iniciativa da gigante da tecnologia é uma resposta aos casos em que algumas pessoas tentam humilhar ex-parceiros – a maioria das vítimas é de mulheres – ao difundir na internet conteúdo sexual que os envolva. Em muitas ocasiões, as imagens aparecem em sites de "sextortion" (extorsão sexual), que obrigam as pessoas a pagarem para que o conteúdo seja eliminado.

 Vale lembrar que a atitude do Google diz respeito apenas aos resultados das buscas, ou seja, o conteúdo sexual humilhante ou fruto de vingança não será retirado do site em que foi publicado.

"Sabemos que isso não vai resolver o problema da 'vingança pornô', por não apagar as imagens dos sites em que foram publicadas, mas esperamos que possamos ajudar, ao menos, eliminando as imagens de nossos resultados de busca, em honra aos pedidos realizados pelas vítimas da chantagem", completa o comunicado da empresa.

(com Agência Télam)

Últimas notícias

Comentários