Clamídia: inimiga da fertilidade feminina

Segundo uma especialista, muitas pessoas são portadoras da doença e não sabem, já que os sintomas surgem após um certo tempo

15/07/2015 16:19

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Soc.ucsb.edu/Reprodução
Como explica a médica, usar camisinha na hora do sexo é a melhor prevenção contra a clamídia, doença silenciosa que passa despercebida por muitos infectados (foto: Soc.ucsb.edu/Reprodução)
Muito comum em homens e mulheres, a clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) pouco conhecida das pessoas. Aliás,  muita gente nem sabe que é portador do problema. Por se tratar de uma doença silenciosa, cujos sintomas vão aparecer bem depois, é fundamental usar preservativo durante as relações sexuais.

Segundo Suely Resende, especialista em Medicina Reprodutiva do Fertility Medical Group, o maior problema é que, quando não tratada, a clamídia pode causar infecção nas trompas de falópio, levar à doença inflamatória pélvica e à infertilidade. A especialista explica que é frequente, desde as primeiras relações sexuais, a jovem notar algum corrimento e deixar o consultório do ginecologista com prescrição de antibióticos tanto para ela, como para o parceiro.

Só nos Estados Unidos, estima-se que surjam 2,8 milhões de casos de clamídia todos os anos, embora somente metade disso seja devidamente reportado às autoridades de saúde. Em segundo lugar vem a gonorreia, com mais de 800 mil novos casos. "Vale ressaltar que a contaminação por clamídia não acontece somente no sexo vaginal, mas também no anal e oral. Por isso é tão importante que, pelo menos uma vez ao ano, as pessoas consultem seus médicos e façam exames para descartar essa possibilidade. Isso sem mencionar a necessidade de se fazer sexo seguro", diz a médica.

Suely Resende explica que ardência ao urinar e o desconforto durante as relações sexuais, além da presença de corrimento, são os sintomas mais comuns da doença. Nos homens, também pode haver dor na região da abertura do pênis. "Na maioria das vezes, quem procura o médico primeiro é a mulher, porque apresenta mais sintomas. Porém, o tratamento diz respeito ao casal". Além dos antibióticos, o ideal é evitar relações sexuais por no mínimo sete dias.

Na gestação

A especialista faz um alerta a respeito das mulheres que contraem clamídia durante a gravidez. "Se a paciente está grávida e descobre que tem a doença, é importante conhecer os riscos de transmitir para o bebê durante o parto. Inclusive, a criança poderá, já ao nascer, sofrer de pneumonia ou apresentar infecção ocular grave, podendo levar à cegueira. Daí a importância de fazer exames já na primeira visita de pré-natal e seguir o tratamento prescrito na íntegra", completa a médica.

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