Parar de fumar pode evitar catarata

Segundo estudo, o cigarro está associado ao aumento dos casos desse problema nos olhos que pode levar à cegueira

por Da redação com assessorias 16/07/2015 14:17

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Segundo o estudo feito na Suécia, um fumante tem 42% mais chances de ter catarata quando atingir a terceira idade do que um não-fumante (foto: Stockvault.net)
O argumento de muitos fumantes para não combater o vício é achar que "o cigarro já fez os estragos que tinha de fazer e pronto". Mas, claro que isso não é verdade. Um estudo realizado na Suécia, com pacientes do Orebro University Hospital, revela que ex-fumantes conseguem reduzir os riscos de ter catarata – doença deixa o cristalino esbranquiçado e impede a pessoa de enxergar, levando à cegueira.

Os pesquisadores descobriram que homens de meia-idade, que fumam pelo menos 15 cigarros por dia, podem baixar o risco de ter catarata por 20 anos, assim que pararem de fumar. O estudo envolveu um grupo de homens entre 45 e 79 anos e mais de 5.700 casos de remoção de catarata ao longo de 12 anos. Outro destaque se refere ao fato de que um fumante tem 42% mais chances de ter catarata quando atingir a terceira idade do que um não-fumante.

De acordo com Renato Neves, cirurgião-oftalmologista do Eye Care Hospital de Olhos (SP), os sintomas mais comuns da catarata são: diminuição gradual e progressiva da visão; enxergar os objetos em tons amarelados, borrados ou distorcidos; dificuldade de se locomover à noite ou em local com baixa luminosidade; sentir-se ofuscado na claridade; perceber halos ao redor de objetos luminosos; e perder o interesse por atividades rotineiras ( como ler, escrever ou fazer a barba) por não desfrutar de clara visão do que está fazendo.

"Existem vários tipos de catarata. Quando a gestante contrai rubéola no início da gravidez, por exemplo, há um risco de a criança já nascer com catarata congênita. A doença também pode ser hereditária ou ser consequência de traumas oculares, ingestão de determinados medicamentos, alterações no metabolismo (como diabetes) ou inflamações. Mas, o tipo mais comum, é a catarata senil. Com a expectativa de vida aumentando, a partir dos 65 anos é muito comum a pessoa já ir notando certa opacidade do cristalino – que pode ou não levar a uma redução significativa da visão. Por isso, o ideal é agendar um exame da visão a cada dois anos quando se tem entre 40 e 65 anos. Depois disso, os exames devem ser anuais", diz Neves.

O especialista afirma que, hoje em dia, a cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais avançados e seguros para o paciente. Na grande maioria das vezes, não necessita de internação e a pessoa recupera totalmente a visão – principalmente quando, após a remoção da catarata, é realizado um implante de lentes intraoculares. No pós-operatório é comum utilizar colírios antibióticos e anti-inflamatórios por um mês, mas a volta às atividades é bem mais rápida – devendo-se evitar dirigir durante uma semana apenas, por questões de segurança.

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