Continência de atletas brasileiros nos Jogos Pan-Americanos gera polêmica

Com mais de 100 esportistas vinculado ao Ministério da Defesa, o ato de saudar a Bandeira Nacional com a continência não está sendo bem visto

17/07/2015 12:31

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COB/Divulgação
O judoca brasileiro Luciano Corrêa presta continência para a Bandeira Nacional durante a cerimônia de entrega das medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá (foto: COB/Divulgação)
Muitas das 61 medalhas conquistadas pelo Brasil, até agora, nos Jogos Pan-Americanos do Canadá vieram de atletas vinculados ao Ministério da Defesa. Na verdade, nem todos sabem, mas dos 600 esportistas que compõem a delegação brasileira em Toronto, 123 são beneficiados pelo Programa de Alto Rendimento dos Ministérios da Defesa e do Esporte. Até aí, nada de novo, mas um ato realizado por esses atletas militares está gerando polêmica na internet: bater continência na cerimônia de entrega de medalhas.

Medalhistas de diversas modalidades, especialmente da natação, em respeito à Bandeira brasileira, realizam o ato da continência quando nosso símbolo é erguido na cidade canadense. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o regulamento que trata de continências, honras e sinais de respeito prevê que a "continência é a saudação do militar". "É um sinal de respeito que deve ser prestado, estando ou não com a cabeça coberta. É bom notar que esses atletas não são militares apenas quando estão fardados, mas sim, todo o tempo", diz a nota à imprensa emitida pelo comitê olímpico.

Facebook/ministeriodadefesa/Reprodução
(foto: Facebook/ministeriodadefesa/Reprodução)


O COB lembra que a parceria com as Forças Armadas surgiu em 2009. Naquela ocasião, como explica a instituição, o Brasil fora escolhido para sediar os V Jogos Mundiais Militares e precisava formar uma equipe de militares capaz de representar o anfitrião do evento.

Desde que o ato cívico na cerimônia de entrega de medalhas não tenha conotação política, não será coibida. Para se ter uma ideia, nas Olimpíadas da Cidade do México, em 1968, os atletas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram um gesto em homenagem ao grupo de resistência contra o racismo, Panteras Negras, durante o hino americano, e foram expulsos da competição.

Facebook/ministeriodadefesa/Reprodução
(foto: Facebook/ministeriodadefesa/Reprodução)


"O COB entende, portanto, que a continência, além de regulamentar, quando prestada de forma espontânea e não obrigatória, é uma demonstração de patriotismo, sem qualquer conotação política, perfeitamente compatível com a emoção do atleta ao subir no pódio e se saber vencedor", completa o COB, na mensagem enviada á imprensa.

(com Ascom do Ministério da Defesa)

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