Zoo de BH ganha novos répteis

Píton, jararaca e dragão-barbudo fazem parte das novas atrações da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte

20/07/2015 12:51

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PBH/Divulgação
A jararaca-pintada (Bothrops marmoratus) só é encontrada no Brasil e passa a fazer parte do quadro de répteis do Zoo de BH (foto: PBH/Divulgação)
A Casa de Répteis do Jardim Zoológico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte está com quatro novos animais em exposição. Trata-se de um casal de dragão-barbudo (Pogona vitticeps), uma píton-bola (Python regius) e uma jararaca-pintada (Bothrops marmoratus).

De acordo com o biólogo responsável pela seção de répteis e anfíbios, Luís Coura, a chegada desses animais representa uma oportunidade de apresentar ao público espécies bastante interessantes. "Ao receber os animais aqui no zoológico, conseguimos abrigá-los e alimentá-los de maneira apropriada, proporcionando os devidos cuidados que requerem. Além disso, ao expor os animais, pretendemos promover a educação ambiental, compartilhando com os visitantes informações sobre as espécies do Brasil e de outros países, ressaltando a importância de não ter animais da fauna silvestre em casa e o papel dos zoológicos para a conservação da biodiversidade e da natureza", destaca o especialista.

Esses animais são provenientes de apreensão realizada pelo Ibama. Segundo Luís, a píton-bola e o dragão-barbudo são animais bonitos e relativamente pequenos e, por isso, despertam grande interesse nas pessoas que praticam o tráfico de animais. "A jararaca da espécie citada, um animal peçonhento, ocorre somente em uma região do Brasil e em mais nenhum outro lugar do planeta", acrescenta o biólogo.

Vale ressaltar que a Fundação Zoo-Botânica conta com 26 espécies de répteis (sendo 19 brasileiras e sete exóticas) e quatro de anfíbios (três brasileiras e uma exótica), totalizando 280 indivíduos, sendo 269 répteis e 11 anfíbios.
 
Características dos animais:

Dragão-barbudo

O adulto desta espécie de lagarto pode atingir 60 centímetros de comprimento, incluindo a cauda. Possui uma bolsa na garganta coberta com escamas modificadas semelhantes a espinhos que pode se expandir, ficando com aspecto semelhante a uma barba. Ocorre em regiões áridas e semiáridas da Austrália. É onívoro e alimenta-se de plantas, frutos e insetos. Atinge a maturidade sexual com cerca de 2 anos de idade. A fêmea cava um buraco e deposita até 24 ovos por postura. Os ovos eclodem de 55 a 75 dias.

Píton-real

É uma das menores espécies de pítons. O adulto mede de 1,50m a 1,80m de comprimento. Quando ameaçada, esconde a cabeça entre as alças do corpo, assumindo uma posição semelhante a uma bola. Ocorre no oeste do continente africano e habita áreas de pastagens, savanas e florestas pouco densas. É carnívoro, alimentando-se, principalmente, de pequenos mamíferos. É ovíparo. A fêmea utiliza cupinzeiros e tocas abandonadas como ninho e bota de 3 a 10 ovos que são incubados por um período de 60 dias.

Jararaca-pintada

É uma serpente peçonhenta que pode medir até 80 cm de comprimento. Seu nome científico vem do padrão de coloração que mescla tons claros e escuros, lembrando os desenhos de determinados mármores. É endêmica do Brasil e ocorre nos estados de Tocantins e Goiás e na região oeste de Minas Gerais. É carnívoro e alimenta-se de anfíbios, lagartos, pequenas aves e mamíferos. É uma espécie vivípara e o embrião cresce dentro do corpo da fêmea. O período de gestação dura de 240 a 300 dias. Os filhotes nascem totalmente formados e independentes.

(com Ascom da PBH)

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