Conheça os cinco maiores arrependimentos de quem está prestes a morrer

Entre as diversas decepções ao longo da vida, não ter dedicado mais tempo a si próprio é um dos principais fatores de arrependimento de quem é um paciente terminal

20/07/2015 13:38

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Livro com cinco maiores arrependimentos de quem está à beira da morte chama a atenção para como lidamos com a própria vida (foto: Pixabay)
"Non! Rien de rien. Non! Je ne regrette rien" ("Não! Nada de nada. Não! Eu não me arrependo de nada"), diz a letra da música da saudosa cantora francesa Edith Piaf. Mas, na prática, não é bem assim. Publicado em 2012, o livro The Top Five Regrets of The Dying (Os Cinco Principais Arrependimentos de Pacientes Terminais, em tradução livre) foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pacientes terminais, que agrupou diversos relatos de arrependimento de pessoas que estavam a um passo da morte.

A publicação é um verdadeiro choque para muita gente, já que nos leva a repensar o modo como "dirigimos" a vida. Ainda mais com a rotina estressante dos dias atuais, em que o trabalho consome quase todo o tempo dos gestores das famílias. Apenas quando se está vislumbrando a morte de perto é que a realidade se apresenta.

"À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora, reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima", diz a geriatra Ana Cláudia Arantes, especialista em cuidados paliativos do hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Segundo a médica, são sentimentos comuns nessa fase da vida, especialmente no que diz respeito a deixar de lado os cuidados consigo mesmo. "É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas", explica a especialista.

Ana Cláudia Arantes diz que livros como esse podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. "Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo", conclui a geriatra.

Confira abaixo os cinco maiores arrependimentos, segundo Bronnie Ware:

  • Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim

  • Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

  • Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

  • Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

  • Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

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