Esqueça o velociraptor do filme Jurassic World

Fóssil descoberto na China refuta a ideia transmitida pelos filmes da série Parque dos Dinossauros

20/07/2015 15:30

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Scientificamerican.com/Reprodução
Esse desenho mostra como seriam os velociraptors da vida real, bem diferentes dos 'monstros' do filme Jurassic World (foto: Scientificamerican.com/Reprodução)
Quando o longa-metragem Jurassic Park estreou em 1993, muita gente ficou assustada com os perigosos e implacáveis velociraptors. Somados ao gigante tiranossauro rex, formavam os dinossauros mais temidos por qualquer criança naquela época. Hoje, após o lançamento do filme Jurassic World, que mostra o Parque dos Dinossauros idealizado por Steven Spielberg, há 22 anos, em pleno funcionamento, os designers continuam errando na aparência dos raptors.

Escavações recentes feitas na China descobriram um fóssil de velociraptor que quebra a noção pregada pelos filmes. "Os velociraptors, de verdade, seriam mais parecidos com galinhas do 'inferno', cheios de pena e com asas", diz o paleontólogo Steve Brusatte, da Universidade de Edinburgo, na Escócia, para o portal de notícias The Huffington Post.

O fóssil chinês, parente do velociraptor, foi chamado de Zhenyuanlong suni, e representa um animal de cerca de dois metros de largura, pouco mais de 18 kg, e que teria vivido na Terra há mais de 125 milhões de anos.

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Fóssil descoberto recentemente na China mostra que os parentes do velociraptor possuíam penas e asas (foto: Theregister.co.uk/Reprodução)


O esquelo foi encontrado quase completo e mostra que o dinossauro, originalmente, tinha um par de asas igual ao das aves modernas. Mas, de acordo com os pesquisadores, as espécies com penas não conseguiam voar, pois essas asas não podiam suportar o peso dos animais, para tirá-los do chão.

"Talvez as asas dos dinossauros evoluíram para servirem de proteção para os ovos e, mais tarde, se transformaram nas ferramentas perfeitas para voar", diz Brusatte na entrevista ao Huffington Post. "Nós não temos uma resposta adequada para essa questão. Às vezes, os fósseis fornecem mais perguntas do que respostas, e esse é o caso", completa o especialista.

Um artigo sobre a descoberta na China foi publicado na revista científica Scientific Reports, em 16 de julho de 2015.

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