Leite materno pode reduzir diarreia aguda e infecções respiratórias e de ouvido

Além dos benefícios já conhecidos do aleitamento, um estudo recente mostra que o leite materno também auxilia em problemas que podem levar os recém-nascidos à morte

23/07/2015 13:28

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Alexander-Raths/Sciencealert.com/Reprodução
Segundo pesquisa da USP, bebês que não mamaram no peito tiveram 2,6 vezes mais chances de ter diarreia aguda (foto: Alexander-Raths/Sciencealert.com/Reprodução)
Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, que pertence à USP, constatou que o aleitamento materno, além de todas as vantagens insistentemente divulgadas, também está ligado à redução das taxas de diarreia aguda, infecções do trato respiratório, otite média e da menor mortalidade de crianças por essas doenças. Os resultados mostraram, ainda, que bebês que não mamaram tiveram 2,6 vezes mais chances de ter diarreia.

Outros dados do estudo também chamaram a atenção, como a constatação de que o uso da chupeta, especialmente durante o dia, pode elevar em quatro vezes as chances de a criança parar de mamar no peito, quando comparada com crianças que não usam. E, ainda, que as crianças que não usaram mamadeira apresentaram 16 vezes mais chances de receberem o aleitamento materno.

O estudo foi feito pela enfermeira Floriacy Stabnow Santos na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Que é segunda mais populosa do estado, com mais de 250 mil habitantes, e que é localizada na divisa com Tocantins. A pesquisadora coletou dados sobre a importância do aleitamento materno em menores de um ano de idade, e os benefícios que essa pratica traz, associando os tipos de aleitamento com os casos de diarreia aguda. "O leite materno é um alimento indispensável no início da vida do recém-nascido, pois, oferece substâncias nutritivas, que fazem o bebê criar anticorpos", lembra Floriacy.

O estudo, que serviu de base para a tese de doutorado da enfermeira, foi realizado com 854 crianças menores de 12 meses de idade, 441 menores de seis meses, e 413 entre seis e 12 meses. No momento da coleta de dados, das 854 crianças menores de 12 meses de idade, 128 não recebiam aleitamento materno. As demais, recebiam algum tipo como: exclusivo, predominante, misto ou complementado.

Floriacy lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida da criança, e complementado por outros alimentos até aos 2 anos de vida ou mais.

Leite materno

Durante o começo da vida do bebê, vários alimentos e produtos são oferecidos para a substituição do leite materno, como por exemplo a chupeta, mamadeira e alimentos que são designados como complementação alimentar, mas estes são considerados fatores que dificultam a amamentação.

A pesquisadora diz que a introdução de outros líquidos, como água e chá, pode ser considerada como um erro, pois quanto menos forem oferecidos, maior a chance da criança amamentar. "Para as mães, muitas vezes, o leite não é suficiente, e para saciar a sede de seus bebês, oferecem os demais líquidos. Isso é muito presente na cidade de Imperatriz e as mães justificam a atitude por conta de a cidade ser muito quente", conta Floriacy.

Para a enfermeira, os demais alimentos não têm benefícios e o uso de alimentos complementares antes dos seis meses não traz proveito nutricional para as crianças, podendo ocasionar "malefícios à saúde".

(com Portal EBC e Assessoria da USP)

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