Escoteiros dos Estados Unidos passam a aceitar líderes e funcionários gays

Uma das mais tradicionais organizações acaba de rever sua política discriminatória

por João Paulo Martins 28/07/2015 10:16

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Facebook/Boy-Scouts-of-America/Reprodução
Os EUA possuem milhões de escoteiros, e 110 grupos de escotismo são ligados a instituições religiosas. Apesar disso, foi aprovada a resolução que permite a contratação de líderes e funcionários gays (foto: Facebook/Boy-Scouts-of-America/Reprodução)
Criado em 1907 pelo militar inglês Robert Baden-Powell, o escotismo é uma forma de educação juvenil, que transforma jovens a partir de 6 anos em cidadãos mais preocupados com o outro, ou seja, com o bem-estar da sociedade. Porém, uma norma da instituição americana Boy Scouts of America (BSA), que conta com quase 2,5 milhões de membros, ia contra essa lógica, ao coibir a presença de adultos gays entre seus líderes e funcionários. Como forma de reparar esse erro, a comitiva nacional da BSA se reuniu na segunda, dia 27 de julho, e com 79% de aprovação, foi aprovada uma resolução que remove a restrição nacional que impedia a contratação de homossexuais.

Porém, para as organizações locais de escoteiros, que sejam influenciadas por alguma religião, a resolução não vale, ou seja, ficam livres para decidir como será feita a escolha de seus líderes adultos e empregados, mesmo que isso leve em conta a opção sexual. "Como eu disse na reunião anual da Boy Scouting of America, em maio, em virtude das mudanças sócio-político-culturais que tomam conta de nosso país [EUA] e de nosso movimento, não acredito que nossa política de liderança adulta possa ser mantida", diz Robert M. Gates, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, e presidente da BSA.

Logo após a aprovação da resolução da BSA, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como mórmon, que é fortemente ligada ao movimento escotimos, nos Estados Unidos, emitiu uma nota à imprensa dizendo que está profundamente consternada com a decisão da executiva nacional da Boy Souting of America. "A igreja sempre recebeu bem os jovens escoteiros em suas unidades, independentemente da orientação sexual. Mas, admitir um líder homossexual assumido vai contra as doutrinas pregadas pela igreja, e que têm sido, tradicionalmente, os valores adotados pela BSA", diz o informa dos mórmons.

O presidente da BSA, Robert Gates, reconhece que a decisão é polêmica e que críticas seriam inevitáveis. "Por muito tempo esse assunto nos tem dividido e distraído. Agora, é tempo de nos reunirmos em prol da crença que compartilhamos: na extraordinária força do escotismo como ferramenta para espalhar o bem entre a comunidade e entre seus jovens membros", completa o ex-secretário de Defesa americano.

Por aqui

Em Minas Gerais, o escotismo está presente desde 1914, e em Belo Horizonte a instiuição conta com 3 mil membros. Até o momento, os Escoteiros do Brasil não se pronunciaram sobre a "polêmica" decisão da entidade americana.

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