Tudo sobre Todos sai do ar a pedido do MP

Após a polêmica criada por site que vende informações pessoais, Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte vai investigar a página

30/07/2015 12:25

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Internet/Reprodução
(foto: Internet/Reprodução)
Depois da polêmica gerada no início do ano pelo site Nomes Brasil, que divulgava o CPF de qualquer pessoa cadastrada na Receita, usando apenas o nome, nesta semana, outra página causou preocupação entre os brasileiros: o Tudo sobre Todos. A diferença é que, desta vez, o serviço é pago, e para aqueles que adquirem o "plano", é possível saber endereço, local de trabalho, formação acadêmica, entre outras coisas. Mesmo que os responsáveis pelo site tenham alterado a forma de cobrança para a moeda virtual Bitcoin, para evitar fraudes, o Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Norte entrou com ação para tirá-lo do ar.

O procurador da República no Rio Grande do Norte, Kleber Martins, em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, informa que a Justiça Federal concedeu a liminar autorizando a retirada do site do ar. "Eu recebi agora, em menos de um minuto antes dessa entrevista, a boa informação de que a justiça acatou o nosso pedido e ela retirou o site do ar. Eu devo registrar que a retirada, por enquanto, é provisória. O processo vai continuar seguindo até que haja uma decisão final", comemora.

Apesar disso, o procurador explica que o comportamento apresentado pelo site não é considerado crime, de acordo com a legislação brasileira, mas a atitude é enquadrada na chamada licitude civil, que fere as leis do país. O Marco Civil da Internet, a Lei de Acesso a Bancos de Dados para Fins Comerciais e a Lei de Acesso à Informação proíbem a divulgação de dados pessoais sem o consentimento prévio dos indivíduos, justamente o que o site Tudo Sobre Todos estava fazendo.

Kleber Martins ressalta que o site não apenas estava divulgando informações como também vendendo os dados. Segundo ele, para a justiça, a prática não apresenta nenhuma finalidade social, sendo de interesse somente àquelas pessoas que se dedicam a golpes no mercado, como a falsificação de documentos, abertura de contas em bancos, pedido de empréstimos, requerimento de benefícios à Previdência Social, por exemplo.

O procurador lembra que a investigação continua e novas medidas judiciais podem ser tomadas.

(com Rádio Nacional de Brasília e Portal EBC)

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