Cirurgia inédita implanta as duas mãos em garoto de 8 anos

O jovem americano, que quer aprender a tocar guitarra, perdeu seus membros quando tinha apenas 2 anos de idade, mas, finalmente, pode voltar a ter alegria na vida

por João Paulo Martins 04/08/2015 10:23

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YouTube/Reprodução
O pequeno Zion Harvey, de 8 anos, perdeu as mãos e os pés quando tinha apenas 2 anos: "Nunca desista de seus sonhos, porque eles se tornarão realidade", diz o menino, que acaba de ser transplantado (foto: YouTube/Reprodução)
Zion Harvey tem apenas 8 anos, é natural de Maryland, nos Estados Unidos, e tinha como sonho poder lançar uma bola de futebol americano. Pode até parecer estranho alguém querer algo tão simples, mas, não para o menino, que desde os 2 anos de idade ficou sem as mãos e os pés, amputados devido a uma infecção que acabou gangrenando esses membros. Para alegria do pequeno americano, seu sonho, finalmente, poderá ser realizado. Isso porque ele acaba de ter as mãos transplantadas.

"Eu quero agradecer a todos vocês que me ajudaram a enfrentar essa estrada esburacada", diz Zion em entrevista coletiva no hospital Children's Hospital of Philadelphia, onde foi feito o transplante. Sua mãe, Pattie Ray, diz que ver o filho com as novas mãos foi como se ele tivesse nascido de novo. "Estou vendo meu filho com uma luz que nunca vi nos últimos cinco anos", conta a americana.

Segundo os médicos, Zion era um paciente perfeito para a cirurgia, inédita em crianças, já que o garoto toma imunossupressor (medicamento contra rejeição), devido a um transplante de rim feito anteriormente. O procedimento de implantação das duas mãos ficou a cargo de uma equipe de 40 profissionais e levou cerca de 10 horas para ser finalizado.

Clem Murray/Philadelphia Inquirer/Reprodução
Numa cirurgia que durou 10 horas e contou com 40 médicos, o jovem Zion Harvey ganhou duas mãos, que o ajudarão a tentar se tornar médico e, o mais importante, a poder segurar a própria irmãzinha (foto: Clem Murray/Philadelphia Inquirer/Reprodução)


Durante a cirurgia, as mãos e os antebraços do doador foram conectados ao corpo de Zion por meio dos ossos, das veias, dos nervos, dos músculos, dos tendões e da pele. A equipe de médicos se dividiu em quatro, em operações simultâneas: dois grupos se focaram na retirada dos membros do doador e os outros dois em Zion.

Os profissionais enfrentaram alguns desafios nesse procedimento tão delicado, a começar por encontrar o doador. "Não foi fácil achar uma família que tivesse coragem de doar os braços de uma criança que acabara de morrer, para dar esperança e qualidade de vida a outra criança", conta Scott Levin, diretor do setor de transplantes do hospital Children's Hospital of Philadelphia.

O pequeno Zion Harvey diz que espera poder tocar guitarra, se pendurar nas árvores e, talvez, conseguir se formar médico. Ele se mostra ainda mais animado com a possibilidade de poder carregar sua irmã recém-nascida: "Eu queria apenas dizer isto: nunca desista de seus sonhos, porque eles se tornarão realidade".

(com Huffington Post)

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