Sabia que a equipe brasileira de canoagem está treinando em Lagoa Santa?

A tranquila cidade mineira foi escolhida por ter clima e local de treinamento adequados para a seleção olímpica, que está focada nos jogos do próximo ano

por Vinícius Andrade 10/08/2015 08:29

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Prefeitura Municipal de Lagoa Santa/Divulgação
Os atletas brasileiros de canoagem, Erlon Silva, Nivalter Santos, Isaquias Queiroz e Ronilson Oliveira decidiram treinar na cidade mineira de Lagoa Santa (foto: Prefeitura Municipal de Lagoa Santa/Divulgação)
A vida pacata e serena na pequena Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte, tem feito bem à seleção brasileira de canoagem de velocidade. A proximidade com o aeroporto de Confins, as boas condições climáticas e o trânsito menos estressante foram fundamentais para a escolha do treinador Jesús Morlan, em setembro do ano passado. Coincidência ou não, o esporte foi sucesso no Pan-Americano de Toronto, com duas medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze.

Depois de quase dois anos treinando em São Paulo, o comandante espanhol pediu para deixar a cidade porque perdia muito tempo nos quilométricos engarrafamentos da metrópole paulistana. Pela lógica, o novo destino seria a lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, mas a agitada noite carioca não agradou o técnico. Curitiba foi descartada em razão do clima, muito distinto do calor carioca. A Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, também não foi uma boa opção devido à poluição das águas.

Jesús, então, foi surpreendido pela bela lagoa que é conhecida como "Santa". Depois de analisar todas as condições, o treinador decidiu que a cidade mineira seria o destino dele e de seus comandados na preparação para as Olimpíadas de 2016. "No  início, os atletas não gostaram muito, mas, agora, eles adoram. Estavam acostumados com Rio, São Paulo, e, de repente, sete jovens vão para um lugar pequeno, sem muitas 'atrações'. Eu gostei desde o início", conta o espanhol.

O técnico assumiu o comando da seleção brasileira de canoagem em abril de 2013, e, em pouco tempo, vem colhendo bons frutos. O sucesso repentino, evidenciado pelas conquistas no Pan 2015, agrada, mas não satisfaz o treinador. As Olimpíadas do Rio são as "meninas dos olhos" do "gringo" de personalidade forte. "A gente está entre os melhores do mundo, mas, ano que vem é diferente. Se eu não conquistar medalhas, ficarei envergonhado", diz o treinador, em referência ao maior evento esportivo do mundo, que acontece no próximo ano.

O objetivo almejado pelo estrangeiro o faz suportar com menos sofrimento a saudade da família e amigos que ficaram na Espanha e na Colômbia. Focado nas medalhas, ele encara a distância com bom humor. "Me chamo Jesus, mas não estou em todos os lugares. Não dá para estar na Colômbia, Espanha e Brasil ao mesmo tempo. Porém, estou aqui para uma missão", destaca o exigente treinador.

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