Extração é a melhor opção para o dente siso?

Especialista conta se essa atitude é mesmo recomendada para todos que 'sofrem' com o surgimento dos dentes extras

por Da redação com assessorias 13/08/2015 09:40

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Wikimedia/Reprodução
Segundo especialista, só nos casos em que os dentes do siso nascem de forma errada ou podem provocar infecções e outros problemas, é que a extração é recomendada (foto: Wikimedia/Reprodução)
Entre 18 e 24 anos costumam surgir os dentes do siso, popularmente conhecidos como "dentes do juízo". Até bem pouco tempo, a extração era tida como a melhor opção para se "livrar" da dor que eles costumam gerar. Na última década, entretanto, novas orientações transformaram a rotina dos cirurgiões-dentistas. Se a erupção do dente foi completa, se ele está saudável, bem posicionado e ainda oferece condições de boa higiene bucal, deve ser preservado.

Na opinião do cirurgião-dentista Artur Cerri, diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, o grande problema que ainda persiste em relação ao dente do siso (ou terceiro molar) é que, na maior parte dos casos, ele não conta com espaço suficiente para nascer e completar a erupção num ângulo ideal. "Há casos em que ele permanece completamente escondido sob a gengiva, muitas vezes, em posição horizontal. Também pode acontecer de ele emergir parcialmente, nascendo apenas uma pontinha. Isso pode resultar num problema de grandes proporções no futuro, já que o paciente não terá condições de fazer uma higiene ideal e as chances de o acúmulo de bactérias levar a uma infecção são grandes", explica o especialista.

Cerri revela que, ao contrário de quando a raça humana dependia de dentes molares para triturar alimentos crus, a dieta de hoje em dia – com acesso abundante a alimentos processados – dispensa esse tipo de esforço extra. Mesmo assim, somente se justifica extrair o dente do siso em caso de dor, repetição de infecção – com risco de perda do segundo molar –, presença de cistos ou tumores, gengivite ou cárie profunda. "Cabe ao cirurgião-dentista avaliar bem seu paciente e, em comum acordo, diante de todas as consequências, tomar a decisão pela extração ou não", diz o profissional.

O dentista explica que a conduta já ultrapassada, de extrair todo e qualquer dente do siso, aumentou agressivamente na década de 1950, por conta do acesso aos antibióticos e equipamentos elétricos. Entretanto, novas diretrizes fizeram com que despencasse o número de extrações desde o início dos anos 2000. "Trata-se de um procedimento doloroso para o paciente, com tempo de recuperação que pode levar até três semanas e necessidade de fazer uso de medicamentos potentes no pós-operatório. Sendo assim, a extração do siso tem de ser muito bem indicada", compelta Artur Cerri.

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