Saiba mais sobre a diástase, que afetou a cantora Sandy

Poucas mulheres sabem, mas a distensão muscular provocada pela gravidez pode gerar um 'buraco' no abdome

por João Paulo Martins 13/08/2015 11:15

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Instagram/sandyoficial/Reprodução
Assim como a cantora Sandy, muitas mulheres acabam sofrendo com a diástase, durante a gravidez, que cria uma espécie de 'buraco' no abdome (foto: Instagram/sandyoficial/Reprodução)
Em entrevista divulgada no domingo, dia 9 de agosto, no programa Esporte Espetacular, a cantora Sandy revelou que foi "vítima" da diástase durante a gravidez de seu filho. Esse problema, que não é tão conhecido do grande público, consiste numa alteração do corpo, que se adapta para receber o bebê, e acaba levando a um estiramento do músculo peitoral Nesse processo, a musculatura reto abdominal sofre um "afrouxamento" e cria a aparêcia de "afundamento" do peito, como se o abdome da mulher tivesse sido separado em dois.

Segundo o obstetra Marco Túlio Vaintraub, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, a diástase não é tão comum, e costuma afetar cerca de 5% das gestantes. "A diástase dos músculos reto abdominais pode surgir em função de uma fragilidade da parede abdominal. Devido à grande distensão do abdome, como consequência do crescimento uterino, a resistência da musculatura e da linha que une os músculos na linha central do abdome podem não resistir, e começam a se romper, provocando um afastamento gradual das bordas dos músculos. Ela se manifesta como um espaço entre as bordas musculares, que pode ter de 1 a 10 cm", explica o médico.

Apesar de a cantora Sandy ser uma pessoa saudável, o especialista salienta que o restrospecto da gestante favorece ou não o surgimento da diástase. Portanto, ter uma vida ativa, com exercícios físicos regulares, pode ajudar a minimizar os efeitos da alteração muscular provocada pela gravidez.

Com relação ao "tratamento" para se tentar recuperar a estética do corpo, Marco Túlio Vaintraub diz que a diástase não some ou regride espontaneamente, pois "há uma lesão anatômica". Segundo ele, exercícios físicos podem ajudar a enrijecer a parede abdominal e fortalecer a musculatura. Com isso, é possível obter certa melhora. "Mas, nos casos em que a diástase é grande e/ou em que a musculatura é muito frágil e atrofiada, apenas a correção por meio de cirurgia pode ser eficaz, inclusive para o tratamento de eventuais hérnias da parede abdominal", completa o obstetra.

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