Vídeo de coreografia para manifestação do dia 16 vira piada nas redes sociais

Com música e dança específicas, as imagens mostram pessoas vestidas com as cores do país e pedindo para os brasileiros irem para as ruas contra a Dilma e o PT

por João Paulo Martins 13/08/2015 17:47

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YouTube/Reprodução
Os passos marcados do vídeo que convoca os brasileiros para a manifestação do dia 16 de agosto está virando objeto de discussão e de piada nas redes sociais (foto: YouTube/Reprodução)
As manifestações previstas para ocorrerem em diversas cidades do Brasil no próximo domingo, dia 16 de agosto, estão sendo divulgadas em todos os meios, há certo tempo. É uma verdadeira campanha para chamar os brasileiros para as ruas, como forma de demonstrar uma oposição ao governo federal. Um vídeo, porém, está gerando discussão e até virou motivo de piada nas redes sociais. Intitulado Dançando Fora Dilma, ele foi publicado na conta do movimento Consciência Patriótica, e traz um grupo de pessoas vestidas com as cores do Brasil e dançando uma coreografia feita para chamar as pessoas para as ruas, contra a presidente e o Partido dos Trabalhadores.

Confira abaixo o polêmico vídeo:


A dança foi filmada numa avenida de Fortaleza, capital do Ceará, e está repercutindo nas redes sociais, tendo recebido inclusive diversas paródias, que, no lugar do grito de guerra, apresentam músicas de axé, samba, entre outras.

Para o cientista político Carlos Ranulfo, professor da UFMG, o uso das redes sociais e ferramentas online para convocar uma manifestação faz parte de nossa realidade, mas, no Brasil, as ações contra o governo Dilma estão se tornando um "modismo". "É um evento para as pessoas tirarem 'selfie' e depois publicarem no Facebook. E isso faz parte da contemporaneidade. Em 2013, também foi assim, e os movimentos acabaram virando festa", diz o professor.

Como mostra Carlos Ranulfo, manifestações populares sempre têm força política, mas só geram resultado quando são constantes, como ocorreu com a chamada Primavera Árabe, que teve início em 2010 e resultou na queda de diversos governos do norte da África e do Oriente Médio, a partir da pressão popular. "O público que engaja para participar das manifestações como a do dia 16 de agosto é da classe média. E tudo acaba em festa. Não existe um espírito combativo", completa o cientista político.

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