PF investiga suposto superfaturamento na obra da Arena Pernambuco

Segundo a Polícia Federal, a empreiteira Odebrecht teria superfaturado a construção do estádio em R$ 42,8 milhões

14/08/2015 15:23

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Ana Araújo Faquini/Arquivo Portal da Copa/Divulgação
A Arena Pernambuco, construída na cidade de Recife, segundo a Polícia Federal, teve sua obra superfaturada pela construtora Norberto Odebrecht, que já está sendo investigada na operação Lava-Jato (foto: Ana Araújo Faquini/Arquivo Portal da Copa/Divulgação)
A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na sexta, dia 14 de agosto, a Operação Fair Play, para investigar denúncias de superfaturamento de R$ 42,8 milhões nas obras da Arena Pernambuco, estádio construído pela empreiteira Odebrecht para a Copa do Mundo de 2014. Foram cumpridos na manhã de sexta 10 mandados de busca e apreensão em sedes da construtora em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os agentes também recolheram documentos na residência de dois sócios da empresa e na sede do Comitê Gestor de Parceria Público-Privada Federal, em Pernambuco.

A Odebrecht, alvo da operação Lava Jato por suspeita de participação no cartel de empreiteiras que superfaturavam contratos da Petrobras, é suspeita de manipular o projeto básico do edital de concorrência para a obra do estádio.

Segundo a PF, a empreiteira foi autorizada a elaborar, sem licitação, o projeto básico da obra e omitiu informações, não apresentou justificativa para os custos adotados e exigiu atestados técnicos exorbitantes e com prazo exíguo de análise para as demais concorrentes, o que reduziu as chances de outras empresas de participarem do certame.

Os envolvidos na fraude responderão pelos crimes de organização criminosa voltada à corrupção de agentes públicos e à fraude em licitações. A Polícia Federal requisitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informações relativas ao financiamento concedido à construtora.

Em nota, a assessoria de imprensa da construtora Norberto Odebrecht diz ter convicção da plena regularidade e legalidade do projeto. "A CNO reafirma, a bem da transparência, que sempre esteve, assim como seus executivos, à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e apresentar documentos sempre que necessário, sendo injustificáveis as medidas adotadas nesta data.”

(com Agência Brasil)

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