Diretor de grife diz que seus vestidos não são para 'gordinhas' ou lésbicas

O responsável pela marca Hervé Léger na Inglaterra diz que 'lésbicas gostariam de ser mais masculinas e preguiçosas"

por João Paulo Martins 17/08/2015 18:51

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Sellredbottomshoes.com/Reprodução
Os famosos vestidos bandage da marca francesa Hervé Léger não podem ser usados por 'gordinhas' ou lésbicas, segundo o diretor da marca no Reino Unido (foto: Sellredbottomshoes.com/Reprodução)
Um dos homens por trás dos vestidos bandage (bandagem, em tradução livre) da grife Hervé Léger, criada em 1985 pelo estilista francês Hervé Peugnet, disse, no domingo, dia 16 de agosto, que mulheres voluptuosas e lésbicas devem se afastar dos famosos vestidos tubinho da marca.

Em entrevista ao jornal britânico The Daily Mail, Patrick Couderc, diretor da grife francesa no Reino Unido, listou diversos perfis de mulheres que não deveriam vestir os famosos bandages, que são muito usados no tapete vermelho do Oscar, e que são feitos de material elástico e são muito curtos.

A lista de ofensas inclui mulheres voluptuosas, ou "gordinhas", que têm "costelas proeminentes e o peito muito achatado" e as homossexuais.

"Se você é lésbica convicta e costuma vestir calças a vida toda, não deveria comprar um vestido Léger. Lésbicas gostariam de ser mais masculinas e preguiçosas", diz Patrick Couderc.

O comentário homofóbico e discriminatório, claro, gerou repercussão negativa na internet. A atriz e comediante americana Margaret Cho logo criticou o diretor da grife e pediu que as mulheres boicotem a marca.

Quem também se mobilizou é a escritora londrina Kathy Lette, conhecida por seus textos feministas. "O chefão da Hervé Léger vai precisar de bandagens [brincando com 'bandages'] depois de dizer que lésbicas e 'gordinhas' estão proibidas de vestir seus icônicos vestidos", diz em sua conta no Twitter.

(com Huffington Post)

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