Que tal controlar o celular clicando em seu próprio braço?

Pesquisa alemã está desenvolvendo um dispositivo em forma de adesivo que se pregará ao corpo e funcionará como acessório para controlar dispositivos móveis

por João Paulo Martins 18/08/2015 08:52

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Gizmag.com/Reprodução
O iSkin é muito fino, parece um adesivo, e, por enquanto, pode controlar música, chamadas e volume de dispositivos móveis (foto: Gizmag.com/Reprodução)
Uma espécie de adesivo transforma o corpo humano numa tela sensível ao toque. Isso mesmo. Com o iSkin, desenvolvido por cientistas na Alemanha, dispositivos móveis podem ser controlados usando apenas o corpo. O produto é feito com silicone biocompatível e possui sensores de pressão que se prendem à pele do usuário, permitindo que nosso próprio organismo funcione como um "aparelho bluetooth".

Desenvolvido por cientistas do Instituto Max Planck de Informática e pela Universidade Saarland, ambos centros de pesquisas alemães, o sistema experimental foi criado oom diferentes formas e tamanhos, para se adaptar a várias partes do corpo, como dedos, antebraço e até mesmo o lóbulo da orelha. O sensor é capaz de reconhecer o toque mesmo se estiver esticado ou comprimido. Os protótipos, que estão em fase de teste, permitem responder chamadas de voz, tocar música e ajustar o volume do aparelho celular. Os cientistas estão desenvolvendo também um teclado que pode ser usado com um smart watch.

O iSkin é tão fino, macio e flexível que permitirá novas possibilidades de interação com os dispositivos móveis que, até hoje, não puderam ser imaginadas com os equipamentos existentes, segundo um dos desenvolvedores, Martin Weigel. "Os aparelhos eletrônicos de hoje são, em sua maioria, compostos por partes sólidas que são desconfortáveis de se usar e limitam muito o encaixe no corpo humano. Por exemplo, a maioria é usada no pulso ou na cabeça. Mas, nosso sensor é flexível e maleável, podendo cobrir diversas áreas. Portanto, temos muito mais possibilidades de uso do que os atuais acessórios", diz o cientista em entrevista à agência Reuters.

Por enquanto, os protótipos estão funcionando ligados a um computador. Porém, tudo indica que receberão processadores integrados. Weigel espera até que seja possível incorporar o uso de energia humana ao iSkin, para servir de bateria. Além disso, os pesquisadores esperam que essa ideia ajude e incentive novas descobertas em relação à interação entre homem e máquina.

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