Primeiro caso de mormo em humano pode ser registrado no Brasil

O paciente é do Rio Grande do Sul, morador da zona rural, e teve intoxicação causada por um agrotóxico

por Vinícius Andrade 21/08/2015 18:07

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Google Maps/Reprodução
O jovem de 19 anos com suspeita de doença de mormo está internado na Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul (foto: Google Maps/Reprodução)
O município de Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, está em alerta devido à possibilidade de um trabalhador rural da cidade estar infectado com a doença de mormo. De acordo com Silvana de Barros Ricardo, coordenadora da clínica de Infectologia da rede Mater Dei, essa é uma enfermidade muito rara em seres humanos. O paciente suspeito tem 19 anos e está internado desde a segunda-feira, dia 17 de agosto, na Santa Casa da cidade gaúcha, em estado gravíssimo.

O jovem foi hospitalizado após ter sofrido uma intoxicação por um pesticida. De acordo com o diretor técnico do hospital que o está atendendo, Antônio Cabrera, o paciente apresentou sintomas compatíveis com a doença de mormo. Os especialistas coletaram sangue para ser feito o diagnóstico correto. O resultado pode ficar pronto ainda este mês.

O que é?

A doença também é conhecia como lamparão. Ela é infectocontagiosa e geralmente afeta animais, como equinos, cachorros e gatos. A bactéria responsável pela infecção é a  Burkholderia mallei. Sua contaminação pode ocorrer pelo contato e ingestão de água ou alimento contaminado. "Ela pode ser transmitida para o ser humano, mas não possui um potencial infeccioso como, por exemplo o da dengue", afirma Silvana de Barros.

O contato com a bactéria pode acontecer por meio de pus, urina, e também por secreção nasal de doentes. Com isso, caso os agentes causadores da doença estejam presentes no ambiente, ela podem afetar um animal ou uma pessoa saudável.

A transmissão se dá por via respiratória. A incubação do patógeno dura, em média, quatro dias, e pode afetar órgãos como pulmão e fígado. De acordo com a infectologista do Mater Dei, a enfermidade pode ser letal.

Últimas notícias

Comentários