Fóssil encontrado no Brasil pode ser o 'elo perdido' da evolução das iguanas

Com 80 milhões de anos, a espécie indica que, ao contrário do que se pensava, lagartos acrodontes evoluíram nas Américas

26/08/2015 17:59

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Julius Csotonyi/Reprodução
Representação artística de como devia ser o Gueragama sulamericana, o 'elo perdido' dos lagartos acrodontes nas Américas (foto: Julius Csotonyi/Reprodução)
Publicada na renomada revista Nature Communications, nesta quarta, dia 26 de agosto, a descoberta de um fóssil (na verdade, apenas pedaços de mandíbulas) de lagarto que teria vivido há 80 milhões de anos na região de Cruzeiro do Oeste, no Paraná, está deixando os cientistas animados. Isso porque a espécie, que foi chamada de Gueragama sulamericana, faz parte de um grupo de lagartos chamados de acrodontes (cujos dentes se fundem com a arcada superior), e que nunca haviam sido registrados nas Américas. Até então, os especialistas pensavam que eles habitavam apenas a parte oriental da Terra.

Os paleontólogos estimam que o Gueragama seja o elo que faltava para explicar como as iguanas, que são classificadas como acrodontes, teriam surgido nas Américas. Eles acreditam que, quando existia o supercontinente Pangea, os animais não-acrodontes e acrodontes coexistiam, e quando houve a ruptura, alguns indivíduos sobreviveram e foram capazes de evoluir.

Tiago Simoes and Adriano Kury/Reprodução
Os pedaços de mandíbula encontrados pelos pesquisadores no Paraná ajudaram a definir o animal como sendo o primeiro acrodonte pré-histórico registrado em nosso continente (foto: Tiago Simoes and Adriano Kury/Reprodução)


"É um elo perdido em relação à paleobiologia e possivelmente marca um novo sentido para a espécie. O fóssil de Gueragama sulamericana indica que a espécie é antiga e devia habitar o sudeste da Pangea", diz o pesquisador Michael Caldwell, professor da Universidade de Alberta, no Canadá, e um dos autores da descoberta.

Segundo os pesquisadores, possivelmente esses lagartos sulamericanos viviam em tocas durante o período quente do dia. Esse hábito é comum em animais acrodontes que vivem no norte da África e no Oriente-Médio.

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