Vídeo mostra suposta fala de Dilma sobre implantação de biochip nos brasileiros

Na verdade, essas imagens não passam de uma montagem, que distorce a fala da presidente sobre o Registro de Identidade Civil, documento que vai englobar diversas informações dos cidadãos, por meio de chip

por Vinícius Andrade 01/09/2015 08:51

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Blog.planalto.gov.br/Reprodução
Na verdade, a fala da presidente Dilma, que foi distorcida por vídeos que circulam nas redes sociais, trata-se de um documento único, chamado RIC, que trará um chip com informações dos cidadãos (foto: Blog.planalto.gov.br/Reprodução)
Basta a presidente Dilma Rousseff abrir a boca para as polêmicas viralizarem nas redes sociais. Em abril deste ano, circularam rumores de que a mandatária teria aprovado uma lei obrigando o uso de um chip de identificação em todos os brasileiros. Algumas teorias alegaram que se tratava da "marca da besta", mencionada na Bíblia. Porém, o boato não passou de um mal entendido. Na verdade, a presidente estava se referindo a um novo documento de identificação que substituirá o RG até 2019, segundo o governo federal.

O novo cartão se chama Registro de Identidade Civil (RIC) e possui um chip interno onde serão gravadas diversas informações do cidadão, como por exemplo, nome, sexo, data de nascimento e CPF (como já acontece nos cartões de crédito).

Confira um dos polêmicos vídeos usados por conspiradores:


"O intuito é transformar qualquer documento em um registro só. Você teria as informações centralizadas e armazenadas. A gente ainda está discutindo a possibilidade de isso ser feito pela justiça eleitoral", diz a presidente em uma entrevista concedida logo após a entrega de casas do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, em Rio Branco, no Acre. Aliás, o vídeo com essa fala de Dilma foi usado pelos teóricos da conspiração para forjar a suposta implantação de biochips nos brasileiros.

O novo sistema de identificação está em processo de implantação desde 2010, mas ainda não saiu da fase de testes. Segundo dados do Ministério da Justiça, a previsão é que a novidade esteja disponível somente em 2019.

Sao163877.blogspot.com/Reprodução
Os biochips atuais são do tamanho de um grão de arroz, e possuem a tecnologia RFID, sendo capaz de transferir informações apenas quando se aproximam de um leitor (foto: Sao163877.blogspot.com/Reprodução)


Biochip

Muito se teme sobre a implantação de chips em humanos. Esse passo já foi dado por meio da tecnologia RFID (identificação por radiofrequência). Algumas pessoas já implantaram sob a pele uma peça, de tamanho semelhante a um grão de arroz, que permite certos "poderes", como abrir portas e catracas apenas aproximando as mãos.

A "mágica" funciona graças à indução magnética. O biochip tem um código que é lido quando se aproxima de um transmissor. O que as empresas tecnológicas estão de olho é na possibilidade de avançar com esse sistema e ser possível a implantação de um GPS. Isso poderia ajudar, por exemplo, a evitar sequestros. Porém, a ideia ainda parece estar longe de ser concretizada, como explica o  professor de engenharia de computação Júlio César Conway.

"Para desenvolver o GPS é preciso um receptor com uma antena e um satélite para mandar as informações. Embutir isso no ser humano ainda é inviável. Precisaria de uma bateria muito grande e de um processador, uma espécie de CPU. Precisa de mais pesquisas, mas nada é impossível", afirma o especialista em tecnologia.

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