Obesidade aos 50 anos pode acelerar aparecimento de Alzheimer

Estudo mostra que aqueles que mantêm uma vida desregrada e o IMC acima do normal, após a 'meia-idade', podem adiantar os efeitos dessa triste doença

por João Paulo Martins 01/09/2015 17:33

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Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, o sobrepeso ou a obesidade para quem tem 50 anos pode significar o aparecimento precoce do Mal de Alzheimer (foto: Pixabay)
Se você precisava de mais uma razão para manter o peso em dia, saiba que um estudo americano, publicado no jornal científico Molecular Psychiatry, acaba de relacionar o sobrepeso em pessoas com 50 anos de idade ao surgimento mais acelerado do Mal de Alzheimer.

A obesidade na chamada "meia-idade" sempre foi relacionada a diversos problemas de saúde, e também já foi relacionada a essa séria doença, que afeta o cérebro de forma silenciosa. Agora, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos realizaram uma pesquisa, que foi divulgada nesta terça, dia 1º de setembro, em que relacionam o sobrepeso ou obesidade em pessoas com 50 anos à data em que o Mal de Alzheimer pode aparecer, mais tarde, na vida. Com exceção dos que já tinham problemas de saúde, o IMC (Índice de Massa Corporal) acima do recomendado, nessa faixa etária, representou o aparecimento precoce da doença.

Será preciso, ainda, novos estudos para saber se o contrário também vale, ou seja, se uma pessoa de 50 anos que sempre teve uma vida saudável, pode retardar os efeitos do Alzheimer.

"Ammanutenção de um IMC saudável na 'meia-idade' é como ter um efeito protetor prolongado", diz Madhav Thambisetty, pesquisador do Instituto Nacional de Idade, que faz parte do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em entrevista á agência de notícias Agency Press.

Apenas no Brasil, estima-se que 1 milhão e 200 mil pessoas sofrem com o Mal de Alzheimer. No mundo, o número de pacientes pode chegar a 35,6 milhões. Com o envelhecimento da população, esses dados tendem a piorar. Em 2050, é possível que existam 115,4 milhões de vítimas dessa doença.

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